Passou-se pouco mais de meio ano desde que o actual Governo assumiu a condução dos destinos do País. O Governo afirmou, desde a primeira hora, a sua deriva mais Troikista que a Troika. Como se o memorando da Troika não fosse, já de si, difícil para os portugueses, o Governo acrescentou cortes, tesouradas e outros golpes em tudo o que podia. Cortou nos direitos dos trabalhadores, cortou nos subsídios (após ter dito alto e bom som que isso era um disparate), cortou nos feriados (aí cortou na nossa identidade, na nossa história, no nosso património cultural), cortou na saúde, quer cortar nas freguesias e tem cortado infelizmente não a torto e a direito, antes a torto e a torto, pois nada adivinho de direito nas recentes medidas, naquele que é, sem sombra de dúvidas, o grande motor de transformação de um país, a Educação. Terminou, no passado dia 31 de Janeiro, o período de discussão pública sobre a proposta de Revisão da Estrutura Curricular. O documento apresentado pelo Governo...
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