De 15 a 21 de Março, durante a Semana da Floresta, mais de uma centena de municípios portugueses irão participar na acção 'Plante uma árvore'. Esta iniciativa, integrada na Política Europeia da Energia e Alterações Climáticas, tem como objectivo assinalar em Portugal o Ano Internacional da Biodiversidade, através da plantação de árvores autóctones.
Uma iniciativa que juntou em parceria com a Representação da Comissão Europeia em Portugal, a Associação Nacional de Municípios, a Autoridade Florestal Nacional, o Grupo ALTRI, a Lipor, a Valorsul, o Grupo Portucel-Soporcel, e também organizações ambientais como a Geota, a LPN. Conta ainda no terreno com a participação de dezenas de escolas e outras associações ambientais.
Até ao momento da escrita deste artigo, eram já cinco os municípios do distrito de Braga, que tinham aceitado o desafio: Esposende, Cabeceiras de Bastos, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela. E outros quatro municípios do distrito vizinho de Viana do Castelo: Monção, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Valença. Muitos dos eventos destes municípios são realizados em estreita colaboração com associações locais, verdadeiramente empenhadas na preservação do ambiente e na promoção da biodiversidade.
Porquê a floresta?
Apesar do nome da iniciativa, e do facto da actividade principal prevista para a semana, ser a plantação de árvores autóctones, esta acção não se esgota nesta actividade. Nos concelhos do Minho, incluem-se entre as acções previstas a observação de árvores, percursos pedestres, acções de formação ou ateliers de reciclagem.
As florestas são um recurso precioso que devemos proteger, contra a perda da biodiversidade e contra as alterações climáticas. São fonte de emprego, rendimentos, de energia e de matérias-primas. Evitam a perda de solo, conservam as reservas de água doce. E ao absorverem enormes quantidades de dióxido de carbono (CO
2) actuam como uma arma essencial na luta contra as alterações climáticas. Infelizmente, quando queimadas, por exemplo, contribuem também elas para a produção de CO2.
A protecção da floresta é essencial, sobretudo a protecção da floresta autóctone, A floresta é também um bem cultural e as espécies locais que fazem parte de um ecossistema equilibrado.
Como proteger a floresta das alterações climáticas?
As florestas europeias representam hoje 5% das florestas mundiais. Ocupam (florestas e terrenos arborizados) 42% da área da UE, ou seja, 176 milhões de hectares na UE.
Apesar do crescimento das florestas da UE nos últimos 60 anos, estas não conseguem anular os efeitos da desflorestação a que assistimos mundialmente, mas sobretudo nos países desenvolvidos. Aliás, a utilização de solos anteriormente dedicados a floresta a outros usos (agricultura, pastorícia…) são já responsáveis por mais de 12%das emissões mundiais de CO2.
No entanto a desflorestação não é o único risco. Um outro se apresenta às florestas europeias (e mundiais): as alterações climáticas. Só último século, as temperaturas médias na Europa aumentaram quase 1°C o que afectou a capacidade de adaptação dos ecossistemas, ou de regiões inteiras para certos tipos de floresta, deslocando a distribuição natural das espécies.
Como contribuição para o Ano Internacional da Biodiversidade, a Comissão Europeia apresentou no dia 1 de Março um Livro Verde, em que apresenta várias alternativas para uma abordagem da UE quanto à protecção das florestas. A consulta pública está aberta até 31 de Julho de 2010 no sítio web «A sua Voz na Europa» (http://ec.europa.eu/yourvoice).As observações por parte dos cidadãos, Estados-Membros e organizações europeias serão essenciais para orientar as novas medidas da Comissão.
Aproveite e participe! Com a sua opinião, uma árvore, ou porque não…ambas!
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