Meio conto de Natal

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Daniel Luís

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Nada me daria mais prazer do que estar agora a iniciar, junto do leitor de espírito bondoso, o relato de uma bonita história de Natal, com direito a velhotes mais forretas do que Mr. Srooger, meninas muito, mas mesmo muito pobrezinhas a vender fósforos debaixo de nevões intensos, enquanto renas de cornos XXL, comandadas por um Pai-Natal gordo e bêbado, sobrevoavam baixinho as casas de ex-emigrantes, cheiinhas de iluminações de Natal, ou seja, um Conto de Natal à séria, mas infelizmente este ano a crise não o permitiu e tudo aquilo que me é possível oferecer a si, solidário leitor e boazinha leitora, é este Meio Conto de Natal, assim pró virtual, pois o outro meio conto foi penhorado pelo banco e pelas finanças…

Mark Elliot Zuckerberg era um menino tão feio quanto o seu nome, sendo por isso um alvo apetecível de bullying. A primeira vez que Mark Elliot Zuckerberg foi agredido tinha 11 anos e tudo se passou da seguinte maneira: era véspera de Natal e o professor de Inglês havia incumbido os alunos de irem, dois a dois, à biblioteca da escola, para requisitarem um livro para lerem durante as férias escolares; durante o percurso, ao longo do corredor, Zuckerberg foi enxovalhado pela sua colega de turma, Paris Whitney Hilton, que lhe disse que ele tinha a pilinha mais pequena do colégio e, de regresso à sala, já com os livros debaixo do braço, Paris Hilton não satisfeita com o vil enxovalho ao viril, porém minúsculo membro de Zuckerberg, resolveu arremessar com o livro contra a mirrada cara de Mark Elliot Zuckerberg, pondo-o a chorar compulsivamente.

Claro está que, quando ambos chegaram à sala de aula, Zuckerberg tratou, timidamente, de inventar uma desculpa para o seu soluçar assim como para a marca do livro que apresentava na face esquerda. O seu professor, Julian Paul Assange, aceitou a justificação de Mark Elliot Zuckerberg, mas ficou desconfiado com o sucedido, pois ele nunca havia engolido bem as travessuras da menina herdeira dos hotéis Hilton…

Para controlar melhor o que se passava na escola, Julian Paul Assange instalou, com a ajuda da sua comunidade (a comunidade judia), câmaras por toda a escola, incluindo nas casas-de-banho de professores e alunos, pois Assange tinha a convicção de serem esses os locais mais usados para a prática de bullying e outras actividades ilícitas. E assim como assim, Assange sempre ficava a saber quem eram os alunos circuncisados…

No último dia antes das férias natalícias (apesar de Assange ser judeu, ele seguia à risca o calendário escolar dos grandes USA), e novamente na aula de Inglês, os alunos foram enviados, dois a dois, à biblioteca da escola, para requisitarem um segundo livro para lerem nas férias escolares e adivinhem quem foi a emparelhar com o pobre do Mark Elliot Zuckerberg? Nem mais nem menos do que Lady Gaga! No caminho de ida, Lady Gaga, apelidou Zuckerberg de todos os nomes porcos possíveis e imaginários, como monstrengo, corcunda de notre-dame, cocó-andante, tomates minúsculos, carne de boi fora do prazo…

No caminho de regresso à sala de aula… zás… pimba! Lady Gaga pega no seu livro e espeta-o na cara de Mark Elliot Zuckerberg, deixando-lhe uma valente marca e lágrimas nos olhos! Chegados à sala de aula, Julian Paul Assange questiona Zuckerberg sobre a razão da face inchada, dos soluços e das lágrimas e nada! Eis senão quando Assange passa o vídeo, perante a turma toda, da agressão de que Zuckerberg havia sido vítima há alguns minutos atrás. Sem poder esconder mais o que se passou, Zuckerberg assume que foi a excêntrica da Lady Gaga que lhe deu com o livro na cara e que esta foi a segunda vez que foi vítima de maus tratos com alguma gravidade. A primeira vez havia sido com Paris Hilton, que também lhe havia dado com um livro na face, e agora tinha sido com a gaja que se veste com carne de vaca.

Zuckerberg perante toda a turma, levantou-se, levou a mão ao peito e proclamou com voz triste, quase a chorar: “Insultarem-me e baterem-me nesta época natalícia constitui, para mim, uma grande tristeza, mais a mais quando essas agressões são feitas com livros de *erda como os “Diários de Um Totó”, e mais a mais na minha face. Mas eu vou vingar-me. É este o meu espírito natalício!”

Julian Paul Assange assegurou que a partir desse momento se tinham acabado os maus tratos aos alunos naquela escola, pois ele não o permitiria jamais. Para isso, Julian Assange iria criar um site, chamado “Wikileaks” onde colocaria todas as imagens e documentos relativos à segurança interna de todas as escolas e nações do mundo inteiro, com excepção do Estado de Israel…
Ao ouvir Julian Assange falar, como se um Deus se tratasse, Mark Elliot Zuckerberg viu como que uma espécie de LUZ a dirigir-se para si e… zás, catrapaz!!!

Zuckerberg foi iluminado pelo Espírito Santo da Rede e lembrou-se de criar uma rede social para, deste modo, poder ter amigos, amigas, relacionamentos mais íntimos e menos íntimos, participar em causas justas e menos justas e mais ou menos justas, mas tudo isto VIRTUALMENTE! E nome para a rede de Zuckerberg? Muito fácil: Como é que a Paris Hilton e a Lady Gaga manifestavam o seu desprezo por Zuckerberg? Facebook…

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