Duas metades

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Rui Alberto Sequeira

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A classificação do antigo Sistema de Abastecimento de Águas à cidade de Braga - cuja construção data do século XVIII - como monumento nacional é uma vitória dos bracarenses e da cidadania. Uma cidadania expressa através de um conjunto de pessoas em diversos movimentos associativos, blogs, ou em outras formas de expressão da opinião, que pugnaram para que a protecção e classificação das Sete Fontes fosse uma evidência irrefutável.

Foi a vitória de uma atitude de cidadania que em muito momentos da vida da cidade tem estado arredada, ora por comodismo, ora por falta de amplificação das causas, ora ainda pelo enraizamento de uma mentalidade do “deixa andar” a que não será alheia a existência de uma tutoria politica de várias décadas. Saúda-se por isso a perseverança de quem envolveu na “luta” pela classificação das Sete Fontes como Monumento Nacional. Braga e os bracarenses ficam a ganhar em termos de património construído e natural.

A classificação das Sete Fontes não é contudo um ponto de chegada mas antes um ponto de partida. Ultrapassado um necessário obstáculo burocrático, cabe agora aos actuais responsáveis políticos da cidade, articulados com entidades do Ministério da Cultura, revitalizar o monumento e dar-lhe contornos para a sua fruição pela população.
É caso para afirmar e pedir para as Sete Fontes, que não se sequem as vontades até porque o passado e o presente são as duas metades da vida: a primeira diz nunca e a outra diz para sempre.

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