Saúde - A essência da vida

Ideias

autor

Vitor Coutinho

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“Mais vale acender uma vela que amaldiçoar a escuridão”
Provérbio Chinês

A Saúde constitui o maior Bem individual e comum que o Homem possui. Ela representa sempre o supremo património do Indivíduo, na sua dimensão física, psíquica e social, sendo o garante essencial da indispensável condição humana para a construção das sociedades. Nesse sentido, a Saúde representa o estado de um Povo, sendo o referencial para aferir o nível de desenvolvimento e maturidade do Estado, num determinado momento, num específico contexto político, económico e social.

Em Portugal, a última década trouxe alterações profundas a nível da política de Saúde, com um conjunto de modificações estruturais do nosso Sistema de Saúde, de uma nova dinâmica do Serviço Nacional de Saúde. A definição de uma corajosa abordagem das problemáticas da saúde, onde se inclui: constatação da escassez de Recursos Humanos, sobretudo médicos; a limitação de recursos económicos, criando necessidade de controlo de exames complementares de diagnóstico e racionalização de terapêuticas, bem como a consciencialização da indispensável e inevitável modificação de comportamentos e estilos de vida originou a imperiosa necessidade de um conjunto de medidas estruturantes na área da saúde, permitindo construir uma verdadeira política de Saúde e iniciando a intemporal e ambicionada Reforma da Saúde em Portugal.

Na verdade, podemos verificar que, nestes últimos anos, o novo modelo de organização do nosso Sistema de Saúde e suas implicações no Serviço Nacional de Saúde traduziu-se num conjunto de consequências positivas nos concelhos do país e sobretudo a nível da atividade assistencial às populações. Nesta perspectiva, o concelho de Braga e os cerca de cento e noventa mil habitantes possuem hoje uma abrangência de recursos humanos e de infraestruturas na área da Saúde que representam um património de excelência a nível da qualidade assistencial e de investigação, no apoio efetivo ao maior Bem comum.

O mais recente exemplo deste estado da Arte da saúde do concelho Bracarense foi a inauguração, no dia 9 de Maio do corrente ano, do novo Hospital Público de Braga. A construção de um moderno e inovador Hospital no concelho era uma natural e legítima aspiração dos bracarenses face à degradação das condições físicas do atual Hospital de São Marcos e ao inevitável crescimento populacional.

Esta atividade assistencial surge em permanente articulação com a jovem mas nobre e prestigiada Universidade do Minho, na profunda investigação científica efectuada pelos seus profissionais e na sua constante atualização. Deverá ser referido que a própria Escola Médica já constitui, na atualidade, uma referência nacional e internacional - note-se os protocolos com as melhores Escolas Americanas - a nível da formação bem como de investigação científica. Esta interligação, complementada com o Centro Ibérico de Nanotecnologia, entre outros Parceiros na área da Saúde, permitirá consolidar um outro desígnio do concelho - a implementação de um CLUSTER da Saúde em Braga.

Outro exemplo da importância da dinâmica da área da saúde no concelho será a abertura, em Outubro, da Unidade de Cuidados Continuados, a primeira em Braga, do Centro Acolhimento “O Poverello”, num total de 58 camas, onde a gestão será efectuada pela Fundação Domus Fraternitas, instituição relacionada com a venerável Ordem Franciscana de Braga.

Finalmente, mas não menos importante, a Reforma árdua efectuada nos Cuidados de Saúde Primários, principal porta de entrada do sistema de saúde em qualquer país. Apesar da reforma ser mais sensível neste domínio, é irrefutável que a criação dos ACES (Agrupamento de Centro de Saúde), com maior autonomia administrativa e financeira, a extinção das Sub-regiões, a criação das Unidades de Saúde Familiares (USF) - existem cerca de 260 em Portugal, com novas metodologias de trabalho, onde a informatização assume uma componente primordial, com definição de objectivos de desempenho, com remunerações fixas e variáveis em função dos indicadores avaliados, permitem atualmente prestar uma atividade assistencial de qualidade à população. O concelho de Braga possui, atualmente, sete USF em exercício, sendo previsível o seu alargamento, no intuito de possibilitar maior abrangência de cuidados de saúde à população.

A EPB - Escola Profissional de Braga iniciou uma nova fase da sua existência, apostando numa nova área de formação - a saúde. O curso profissional de Técnico/a Auxiliar de Saúde passou a integrar o Catálogo Nacional de Qualificações como resultado da iniciativa da EPB e de outra escola profissional, as quais desenvolveram um longo, trabalhoso e rigoroso processo junto da ANQ e do Ministério da Saúde. Todas as auscultações e inquéritos realizados pela EPB apontam para elevadíssimos níveis de empregabilidade, na ordem dos 100%, bem como uma fortíssima procura por parte dos jovens.

Neste sentido, o desenvolvimento do curso de Auxiliar de Saúde pela EPB corresponde a uma necessidade e um desafio, numa perspectiva de inovação estimulante.
A uma necessidade de possibilitar a valorização pessoal e profissional a jovens, no âmbito da saúde, com a aquisição de conhecimentos científicos em partilha com procedimentos técnicos que os habilite a prosseguir os seus estudos na área da saúde e/ou na inserção de um mercado de trabalho ainda motivador e carente de recursos. As pessoas são, inquestionavelmente, a mais-valia de todas as organizações.

Uma inovação estimulante visando a criação de um sentido estratégico na área da Saúde, em rede de Parceiros da Comunidade de Saúde, extravasando os muros da Escola, que possibilitem alcançar um nível de EXCELÊNCIA de cuidados aos cidadãos.

Um desafio que crie um sentido de vida, em tempos confusos, mas com a intrínseca motivação de formar consciência, reforçando a importância da cidadania, onde cada indivíduo possa dar o seu contributo para a verdadeira natureza da intervenção clínica - a medicina preventiva, através da adoção de estilos de vida saudáveis, no combate à proliferação das doenças crónicas, sendo este o maior flagelo dos orçamentos na área da Saúde, onde é necessário investir de forma objetiva e racional, no controlo da despesa e sobretudo do desperdício, face às limitações económicas com que o país se debate.

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