O ano de todos os desafios

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Politicamente, 2011 foi um ano com alguma intensidade, relembremos que em Janeiro Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República. Em Maio José Sócrates em nome do Governo de Portugal assinou com a troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) um memorando de entendimento que permitiu ao nosso país ter ajuda financeira externa em virtude de não nos conseguirmos financiar externamente, pelo menos a taxas de juro comportáveis.

Em Junho Pedro Passos Coelho vence as eleições e passa a ser o Primeiro-Ministro, liderando um Governo de coligação PSD/CDS-PP. José Sócrates foi para Paris estudar filosofia, mas acho que devia, era estudar ética e finanças públicas.
Entretanto, António José Seguro assume a direcção do PS, mas com dois grandes problemas, está imbuído de uma enorme falta de memória e responsabilidade e a cada decisão/intervenção tem um conjunto de militantes ou deputados que o desautorizam, como diria António Guterres, é a vida!

Mas o que quero principalmente abordar neste texto é o ano de 2012 que nos apresenta um conjunto enorme de desafios, sem esquecer que é o ano que precede o ano das eleições autárquicas que será 2013.
Em primeiro lugar, 2012 é o ano em que estarão em exercício muitas das directrizes impostas pela troika. No final do ano e após um conjunto de sacrifícios e retrocessos financeiros, alguns resultados terão que aparecer e estou certo que assim será, pois se há algo que hoje temos, é um Governo que fala verdade, por mais dolorosa que ela seja.

Estão a ser dados passos muito concretos na mudança do país, estão em preparação alterações substanciais ao nosso maior problema, a Justiça. Recentemente foi lançado o Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação, alavanca dinamizadora da nossa competitividade económica além de outras mudanças substanciais que vão mexendo com alguns interesses instalados mas que apenas têm como objectivo dotar o nosso país de um Estado mais ligeiro, dinâmico e sobretudo mais sustentável.

Não pretendo fazer louvores ao Governo, até porque também comete alguns erros, mas sobretudo recordar e referir algumas medidas tomadas, sem esquecer que apenas está em funções desde 20 de Junho de 2011.

Mas 2012, exige sobretudo da nossa parte uma atitude mais activa e interventiva. Continuo a defender e aqui uma vez mais o faço que é fundamental uma cidadania activa, não no sentido apenas das greves e manifestações, mas no sermos úteis à comunidade e principalmente estarmos atentos ao que se passa e escrutinando quem governa, central e localmente.

Temos um défice financeiro, mas também moral e de cidadania. São muitas as vezes em que oiço e observo pessoas a criticarem a Câmara ou o Governo, mas não vislumbro essas pessoas, a pelo menos, assistirem a Assembleias Municipais ou de Freguesia. É fundamental o alargamento da intervenção cívica por dois grandes motivos, a obtenção de informação fidedigna das decisões tomadas e também a possibilidade de participar junto dos decisores. A nível nacional existem pelo menos meios como o correio (tradicional e electrónico).

Só uma sociedade mais atenta, informada e motivada a participar, poderá contribuir para a evolução do nosso país. Não podemos ficar à espera que os outros (governos locais e nacionais) façam tudo por nós, nós também temos a nossa parte a cumprir.

Sejamos activos, no nosso trabalho (para quem felizmente o tem), nas associações, mas também na política, integrando e rejuvenescendo os partidos e as juventudes partidárias, mais que nunca é necessária iniciativa, vontade, coragem e pujança para afirmarmos e desenvolvermos a nossa terra e o nosso país.
Em 2012, vamos chutar a crise e já agora que Portugal vença o Europeu!

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