Querida Matemática:

Ideias

autor

José Pedrosa

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Como sabes, a escola tem um papel determinante na formação de um jovem, quer enquanto indivíduo, quer como ser social, despertando nele o gosto pelo saber e pela intelectualidade. Tem, também, a obrigação de lhe proporcionar um ambiente escolar agradável, que contribua para o seu desenvolvimento como pessoa. Aliás, tu sabes … há muitos e bons profissionais com quem interagimos no nosso quotidiano e que são disso um bom exemplo.

E tu, Matemática, que papel desempenhas na construção do saber? Protagonista? Figurante? Serás, assim, tão importante para o desenvolvimento e o futuro de uma criança?
Se, como escreveram Galileu Galilei: “A matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o Universo” e Lobachevsky: “Não há ramo da Matemática, por abstrato que seja, que não possa um dia vir a ser aplicado aos fenómenos da vida real”, então, mais que te estudar, o aluno deve apropriar-se de ti, como se fosses uma ferramenta indispensável para a sua intelectualidade. Só tu lhe poderás proporcionar o desenvolvimento do raciocínio lógico, a criatividade e a capacidade para a resolução de problemas.

Ambos sabemos que aprender Matemática pode potencializar essas capacidades, ampliando as possibilidades dos alunos em compreender e transformar a realidade que os rodeia.
Pode dizer-se que tu estás presente nas várias etapas do desenvolvimento do ser humano. É só abrirmos o boletim de saúde infantil de uma criança e ler os imensos dados estatísticos que lá se encontram registados; na feitura de um bolo, seguindo-se uma receita, todos os ingredientes têm que ser colocados na proporção certa; os governos, ao descreverem as dificuldades com que o país se debate, e ao aplicarem medidas para a sua resolução, fazem-no através da tua linguagem, com termos matemáticos básicos, como percentagem e probabilidade; no filme Titanic, depois do navio ter sido abalroado por um iceberg, o seu construtor foi categórico ao afirmar que o afundamento do navio era uma certeza matemática.

Como vês, Matemática, é possível encontrar exemplos, que nunca mais acabam, onde se constata a tua omnipresença. Diz-me, então, o que fazer para que não se fique com a ideia errada de que tu, Matemática, não serves para nada, além de fazer os alunos tirar notas baixas?
Não achas que todos os atores do ensino: Ministério da Educação, Encarregados de Educação, Alunos e Professores têm que rever a relação que têm contigo? Não achas que te deviam dar mais credibilidade e valor? Tudo passa por iniciativas na escola/sala de aula que levem o aluno a sentir-se atraído para as atividades escolares, sentindo-te como um constante desafio. Também se deve levar o aluno a interagir com os colegas e os professores, envolvendo-se nas tarefas, com alegria e satisfação, na certeza de que está a construir o seu futuro.

Este esforço e dedicação, exigido aos alunos, deve ser acompanhado pela escola, através de ações que garantam que o seu espaço seja cada vez mais atraente, integrador e onde a preocupação dominante seja a de promover o sucesso escolar.

É exatamente esse o caminho a trilhar pela Escola Profissional de Braga (EPB). Aqui já se proporciona aos alunos condições de aprendizagem: apareces com reforço de uma hora por sema-na, nas turmas do 10º ano; a tua relação com os alunos dá-se também através da prática de Jogos Matemáticos, como a realização de um torneio interno entre todas as turmas, ao longo de cinco meses. O resultado desta prática foi refletido no desempenho do aluno Warton Cravid do 2.º ano do Curso Técnico de Gestão, um dos representantes da EPB nos oitavos Campeonatos Nacionais de Jogos Matemáticos, disputados em Coimbra: sagrou-se campeão Nacional no jogo do Avanço!

Há, também, o concurso ‘Braga e a Imagem da Matemática’, levando os alunos a dar forma a uma ideia onde estejas presente, através de uma imagem, associada a um texto. A adesão é significativa!

Por tudo isto e por muito mais, é que te podemos chamar ‘Querida Matemática’ e aqueles que ainda não te conheciam, certamente que não mais te irão esquecer, pois, no passado dia dezasseis de abril, a EPB abriu as portas ao Teatro, ao acolher, nas suas instalações, a Companhia Profissional Teatro Azul, que representou a peça “Querida Matemática”, da autoria de Nuno Henriques. Todos os alunos dos diferentes cursos, que assistiram a este espetáculo, realizado no auditório desta escola em quatro sessões ao longo do dia, tiveram a oportunidade de assistir a uma interpretação de três excelentes atores, em episódios de pequena duração, onde se discutia com humor a tua utilidade no dia a dia de cada indivíduo.

Afinal tu, Matemática, até és simples e divertida! Se te encararmos assim, os teus problemas transformam-se numa viagem alucinante ao mundo do conhecimento.
Fico por aqui, esperando que continues a iluminar as mentes brilhantes e leves o teu brilho às mentes que teimam em não ver a tua luz.

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