Amamentar, uma boa escolha

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Ana Ni Ribeiro

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A capa da revista Time fez, na última semana, estalar a polémica em torno do aleitamento prolongado. A capa da TIME exibe uma mulher em pé, a amamentar um menino de três anos, que está em cima de um banco para lhe chegar ao peito. A imagem ilustra a pergunta: 'É suficientemente mãe?' (Are you mom enough?).

Para além de reforçar as defesas do bebé, o aleitamento materno ajuda a fortalecer os laços de efetividade entre mãe e filho. Ainda assim, são muitas as dúvidas sobre qual a melhor técnica para amamentar ou até quando o bebé deve ser alimentado exclusivamente com o leite materno. Antes de começar a esterilizar biberões, leia o que tenho para dizer.
O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção e proteção da saúde das crianças em todo o mundo.

A sua prevalência tem sido muito variável ao longo dos tempos, tendo atingido valores muito reduzidos nas décadas que se seguiram à II Guerra Mundial devido às alterações sociais e comportamentais que modificaram o estilo de vida das mulheres.
Nos últimos anos entidades, como a Organização Mundial de saúde, têm tentado averiguar as causas deste declínio e estabelecer estratégias que conciliem a prática do aleitamento materno com as condições de vida moderna. Após os anos 70, verificou-se um retorno gradual à prática do aleitamento materno, sobretudo nas mulheres mais informadas.

O aleitamento materno é o meio mais natural de nutrir o recém-nascido e o lactente, além de que está relacionado com a redução da incidência e gravidade das doenças infeciosas e alérgicas, bem como a diminuição do risco de síndrome de morte súbita do lactente. Fornece ainda benefícios económicos e sociais e contribui para a saúde da mãe, reduzindo o risco de cancro da mama e do ovário. Alguns estudos referem que o leite materno promove o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, bem como a redução da incidência de diabetes, doença de Crohn, obesidade e doenças cardiovasculares.

Um estudo publicado na Revista Portuguesa de Medicina Geral refere menores riscos de gastroenterite, otite, infeção respiratória, asma, doença celíaca, diabetes, leucemias agudas e linfomas, para crianças amamentadas com leite materno.
Actualmente, a recomendação da Organização Mundial de Saúde para a amamentação é de que esta seja feita em exclusivo até aos seis meses e prolongada como parte de uma alimentação saudável até aos dois anos. Ou seja, até aos 6 meses, o bebé deve tomar apenas leite materno e a partir dessa idade todas as crianças devem receber alimentos complementares e manter o aleitamento materno (se possível).

Prolongar o aleitamento para depois dos 2 anos de idade, na minha opinião, a nível nutricional não tem interesse.
E se apesar das vantagens do aleitamento materno, a mãe não quiser amamentar?
A decisão de amamentar é pessoal e se a mãe não quiser deve ser respeitada porque também é importante no estabelecimento da relação mãe-filho que ela se sinta bem consigo. Há no mercado fórmulas infantis adequadas às diversas fases do crescimento da criança.

Se pretende obter informações sobre Nutrição ou outros assuntos relacionados, envie as suas questões para: anapimentaribeiro@gmail.com.

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