Reinventar a Restauração

Escreve quem sabe

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Agostinho Peixoto

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A conjuntura económica e política (inter)nacional, e setorial, tem colocado desafios profundos que estão a obrigar as empresas do Turismo, em particular, os Restaurantes, a reestruturar e reorganizar o negócio; a intensificar a formação e adotar novos métodos de gestão dos Recursos Humanos; a implementar ações de gestão da qualidade de serviços de infraestruras de forma a aumentar a competitividade, o crescimento e a rendibilidade, face a um mercado cada vez mais retraído e, sobretudo, à diminuição do poder de compra, mas também ao ataque psicológico dos media para a continuidade da crise económica.

No que respeita às PME's sobre as quais assenta a maior parte do nosso sistema produtivo, em particular no sector da restauração, o seu desempenho vai depender sobretudo da capacidade que revelarem para interiorizar a inovação, isto é, para passar dos projectos aos produtos, para integrar novos tipos de organização e planeamento estratégico, para quebrar o isolamento em que frequentemente vivem e para se integrarem na multiplicidade de formas e apoios mútuos que possam disponibilizar.

Numa conjuntura económica tão adversa os empresários devem encetar dinâmicas de inovação empresarial, de produtos, de serviços.
Neste contexto, é fundamental para as empresas da restauração, diria do Turismo, elencar novas perspectivas na conceção e dinamização de produtos inovadores, o que requer um grande esforço de investimento em “investigação e desenvolvimento” tendente à tomada de decisão na lógica da satisfação total dos clientes, leia-se Turistas.

Se em tempos de crise muitos negócios do setor da restauração fecharam, outros decidiram reinventar-se para sobreviver, criando novos formatos de negócio. Já existem em algumas das mais importantes cidades mundiais como Londres, Nova Iorque o desenvolvimento de novos conceitos de restauração como os ‘RESTAURANTES POP-UP’. Esta nova visão do negócio da restauração, tem permitido alcançar novos mercados.

Os ‘RESTAURANTES POP-UP’ são estabelecimentos efémeros que nascem e desaparecem ao fim de algum tempo, que pode ser por algumas horas ou alguns dias e até meses. São, por assim dizer, ações de restauração avançada que permite aos proprietários e aos chefes de cozinha mostrar a sua própria gastronomia, seja tradicional seja contemporânea (autor), alicerçados em estabelecimentos móveis, cujas instalações “precárias” permitem desenvolver eventos gastronómicos pontuais, experiências privadas, exotismo gastronómico e vínico, entre outras.

Estes restaurantes “ambulantes” permitem reforçar a marca existente, o nome do chefe, a qualidade do serviço, e servem os clientes através de prévias reservas e cujos lugares são limitados. Tem tido sucesso além fronteiras pela mobilidade e pela experiência única de experimentar grandes momentos gastronómicos em lugares invulgares.

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