Apostar na qualificação dos portugueses?

Ideias

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Filipe Alves

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Nas últimas décadas, o ensino em Portugal tem sofrido excessivas alterações na sua estrutura, desde a extinção das escolas técnicas, em meados dos anos 70 até à atualidade onde está incluído o ensino profissional, ensino de aprendizagem, artístico, cursos de especialização tecnológica, ensino superior - tratado de Bolonha e Novas Oportunidades. Uma infinidade de modelos cujo objetivo é apenas apresentar números para os nossos ministros enviarem através da internet para os serviços centrais da governação da Europa e que funcionam apenas como elementos quantitativos para fins estatísticos.

Lamentável será o fato de os nossos ministros ainda não terem percebido que o importante é desenvolver políticas que visem combater as taxas de iliteracia e as taxas de abandono escolar, mas simultaneamente preparar alunos para enfrentar o futuro proporcionando uma cultura de exigência e não permissividade, favorecendo também uma adaptação às necessidades do país e da sociedade.

O Portugal de hoje, mergulhado numa profunda crise económica e financeira, procura incessantemente soluções que permitam inverter ou atenuar o flagelo do “tão falado” défice. A única solução apresentada a Portugal, a troco de alguns milhões de Euros, foi a austeridade; no entanto, só com medidas de austeridade é impossível recuperar - ideia que comprovamos facilmente com os últimos números apurados da taxa de desemprego sempre com tendência aumentada e crescimento económico a derrapar. O governo terá que definir novas estratégias, que, a par das medidas de austeridade, fomentem o desenvolvimento da economia assim como melhorem a qualidade de vida dos portugueses.

Entre muitas soluções disponíveis, o desafio na qualificação dos portugueses é apostar num Portugal com futuro. Então melhorar a qualificação dos portugueses contribuirá para ajudar a desenvolver o nosso país? Claro que sim, se olharmos para os países mais desenvolvidos, verificamos que possuem recursos humanos altamente qualificados sugerindo que, para um Portugal de sucesso, é necessário proporcionar estratégias de formação cada vez mais dinâmicas, inclusivas e ajustadas à realidade, capazes de assegurar, não só os diversos níveis de ensino obrigatório mas também incluir planos de formação direcionados a todos os portugueses independentemente da idade, num ambiente de exigência e responsabilidade.

A responsabilidade num processo de qualificação dos portugueses não é exclusiva dos governos - esta é e terá que ser sempre partilhada pelos governos, diretores de escola, professores, alunos, encarregados de educação, auxiliares de educação e, por último, pelos agentes económicos da região.
Se os desafios do país pretendem aumentar a competitividade externa, incrementar o crescimento económico produzindo mais, exportando mais, inovar mais e empreender mais, devemos, todos em conjunto, nomeadamente as empresas mas também os trabalhadores, estudantes, empreendedores e os desempregados de uma forma pró-ativa participar na definição das necessidades formativas da região.

As empresas, como principais agentes económicos, devem procurar estabelecer parcerias com entidades de formação, procurando apadrinhar os melhores estudantes, oferecendo-lhe desafios que os estimulem num processo de aquisição de novas competências e saberes para colher os frutos no final do período de formação. Assim como, considero responsabilidade das empresas construir os próprios planos de formação e exigir a todos os seus trabalhadores formação contínua e específica, de forma a constituir maior valor acrescentado.

A EPB - Escola Profissional de Braga, com 22 anos de história e inúmeros casos de sucesso, continuará a afirmar-se como uma escola de referência na região diversificando as ofertas formativas, participando na criação de novos cursos, como é o caso da Mecatrónica e Auxiliar de Saúde não esquecendo os cursos que, aos longos dos anos, a vem destacando na região, como Eletrónica, Automação e Comando, Gestão de Programação de Sistemas Informáticos, Design Gráfico, Construção Civil, Secretariado, Frio e Climatização e Gestão.

A EPB é uma entidade de formação certificada e acreditada que está de portas abertas a novas parcerias e a novos projetos cujo objetivo seja proporcionar mais qualificações, mais competências.
Todos nós desempenhamos um papel importante no crescimento do país e estamos a ser chamados a contribuir diretamente para equilibrar os erros do passado recente, no entanto, temos que usar os bons exemplos, mesmo que o dos nossos antepassados de há 500 anos tal como “O Navegador”, o príncipe D. Henrique que, com a sua excecional visão e pragmatismo, permitiu-nos ver o mundo a três dimensões; ou então, exemplos mais recentes que colocam os portugueses em várias posições de destaque a nível mundial, desde a política à ciência, sem esquecer o desporto.

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