Dia Mundial da Alimentação: Cooperativas agrícolas alimentam o mundo

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Ana Ni Ribeiro

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O dia mundial da alimentação, celebra-se no dia 16 de Outubro, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da alimentação saudável e equilibrada na promoção da saúde e divulgar o Direito Humano a Alimentação Saudável e adequada como um dos direitos fundamentais do ser humano.
Este ano a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), escolheu o tema “Cooperativas agrícolas alimentam o mundo” em reconhecimento do papel que as mesmas desempenham para melhorar a segurança alimentar e erradicar a fome. A FAO pretende fomentando mundialmente a reflexão sobre a fome e a produção de alimentos de forma a garantir a segurança alimentar e nutricional da população.
As cooperativas têm sido chamadas de “modelo de negócio com uma consciência social”. Com mais de 800 milhões de associados, ela operam em todos os setores da economia mundial e garantem 100 milhões de empregos - 20% a mais do que as empresas multinacionais.  
Praticamente uma em cada sete pessoas sofre de desnutrição, mas o mundo tem os meios para eliminar a fome e promover o desenvolvimento sustentável. Há um amplo acordo de que os pequenos agricultores fornecerão grande parte dos produtos necessários para alimentar mais de nove bilhões de habitantes em 2050.
A FAO considera que uma das medidas necessárias para obter a segurança alimentar é apoiar as cooperativas, organizações de produtores e outras instituições rurais, investindo nelas. Várias histórias de sucesso em todo o mundo mostram que as instituições rurais, como organizações de produtores e cooperativas, contribuem para a segurança alimentar ajudando os pequenos agricultores, pescadores, criadores de gado, silvicultores e outros produtores a obter acesso às informações, ferramentas e serviços de que necessitam. Isso permite que eles aumentem a produção de alimentos, comercializem os seus produtos e criem empregos, melhorando a sua subsistência e aumentando a segurança alimentar no mundo.

Em 2007-2008, o preço do milho aumentou 74 por cento e o do arroz 166 por cento. Contudo, muitos dos pequenos produtores não conseguiram aumentar a sua produção, produtividade e rendimentos. O aumento dos preços nos mercados internacionais não se traduz em rendimentos mais altos e maior bem-estar para os pequenos produtores nos países em desenvolvimento.

Mas segundo a FAO, as pesquisas e a experiência acumulada mostram que, embora os pequenos agricultores por si sós não se beneficiem do aumento nos preços dos alimentos, os que atuam coletivamente em fortes organizações de produtores e cooperativas têm melhores condições para aproveitar as oportunidades do mercado e reduzir os efeitos negativos das crises alimentares e outras crises.
A FAO recomenda a promoção dessas empresas especiais como meio de escapar da fome e pobreza. Enfatiza a necessidade de capacitar e apoiar o crescimento e sustentabilidade das cooperativas agrícolas e alimentares.

Se pretende obter informações sobre Nutrição ou outros assuntos relacionados, siga o blogue comesaudavel.blogspot.com.

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