A essência do apoio domiciliário no conforto do lar

Correio

autor

Leitor

contactarnum. de artigos 64

Ana Lúcia Peixoto, Noémia Paiva e Patrícia Coutinho (Enfermeiras)

As famílias que outrora conhecemos já não são tão estanques. Hoje em dia, para além dos laços sanguíneos, as famílias são sobretudo a reunião de pessoas que dependem umas das outras e intera-gem entre si para a satisfação das necessidades de todos os seus elementos.

Antigamente, ao “chefe de família” e à “matriarca” cabiam tarefas como assegurar a alimentação, higiene, abrigo, vestuário, manter um ambiente físico e psicológico favorável à saúde, assegurar a resposta às necessidades espirituais e tomar todas as decisões relativas ao bem-estar da família. Atualmente, tais tarefas já não podem estar exclusivamente focadas nestes dois membros da família - os avós ainda trabalham e não podem cuidar dos netos ou os pais estão ambos tão ocupados com o trabalho (ou com a procura dele) que não podem cuidar dos filhos, quanto mais dos avós… É desta realidade que surge o apoio domiciliário no conforto do lar.

Sendo a família a unidade básica da sociedade, só pelo seu conhecimento profundo os pro-fissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros, podem intervir e modificar positivamente a saúde do meio que a envolve. Consideramos de grande importância a integridade do ser humano e da comunidade, daí que todas as nossas ações são viradas para o bem-estar dos clientes, promovendo deste modo a saúde e prevenindo as doenças. É no domicílio que são detetadas as necessidades do utente em questão, e também as dos familiares e cuidadores.

Torna-se então pertinente falar em Saúde Familiar como um “(…) estado dinâmico de bem-estar relativo que inclui os fatores biológicos, psicológicos, sociológicos, culturais, e espirituais do sistema familiar.” (Hanson, 2001). É para este fim que nós, enfermeiras de apoio domiciliário, damos o nosso melhor ao serviço dos nossos clientes. É no conforto dos seus lares que podemos ajudá-los a ter um futuro melhor.

É in loco que compreendemos as limitações à reabilitação e a dinâmica das relações familiares e é também aí que as famílias aprendem a confiar em nós e a delegar parte das suas tarefas familiares. Se prestar cuidados de saúde é deveras significativo, fazê-lo no conforto dos seus lares é, sem dúvida, o que mais privilegiamos, pois, de certa forma entramos no mundo do cliente, na sua casa, no seu contexto familiar e ao ter contacto com a sua realidade, apercebermo-nos das suas rotinas e preferências, o que se torna aliciante.

Aliciante, uma vez que temos que adequar os cuidados a cada Ser, para que desta forma o cliente se sinta o mais reconfortado possível. Assim sendo, prestar cuidados de Enferma-gem no domicílio unindo o conforto do lar à qualidade e eficiência que exige a saúde estamos a promover a saúde dos que mais gostamos.

Em suma, por mais gratificante que seja desempenharmos a nossa profissão a nível técnico, o melhor é conviver com as famílias, ajudá-las no que mais necessitam e proporcionar-lhes a segurança e o conforto de uma saúde familiar nos seus próprios lares, quer no presente, quer num futuro próximo.

vote este artigo

 

Comente este artigo

Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.

comentários

Não existem comentários para este artigo.

Últimos artigos desta categoria - Correio

Tempo

Classificados

Edição Impressa (CM)

Edição Impressa (MF)

Newsletter

subscrição de newsletter

mapa do site

2008 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: Cápsula - soluções multimédia