Sporting de Braga renovado

Ideias

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José F. G. Mendes

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O Sporting Clube de Braga viveu na última sexta feira um momento histórico da sua vida. Num ato eleitoral muito intenso e muito participado, confrontaram-se duas visões diferentes, duas formas diversas de estar no futebol. No final do dia, os sócios validaram de forma inequívoca, esmagadora mesmo, o projeto de António Salvador.
O processo eleitoral, que culminou com a votação para os órgãos sociais para o triénio 2014-16, acabou por dar uma prova cabal da grandeza, da vitalidade e da organização deste clube de referencia do Minho. O surgimento de uma candidatura desafiadora da liderança de Salvador foi muito positivo. Embora nos últimos anos não se tenha verificado um défice de ambição no clube, a verdade é que grandes líderes não ficam jamais indiferentes quando desafiados. Assim foi com Salvador, que deu o seu melhor para demonstrar que é o homem certo para elevar o Braga ao patamar máximo do futebol nacional.
Do lado oposto, Nuno Carvalho protagonizou uma proposta mais conservadora, na linha do que fez escola durante tantos anos no futebol português: prometeu jogadores e muitos milhões.
Os 3080 sócios que se apresentaram nas urnas, porventura porque conhecem as limitações do futebol português da atualidade, não se deixaram convencer por dinheiro incerto, desde logo porque se assim acontecesse o Sporting de Braga estaria a criar dívida, contrariando uma cultura de sustentabilidade que, com tantas dificuldades, foi criando nos últimos 10 anos.
Embora o último par de meses tenha sido pobre em termos de resultados desportivos, os sócios do Braga deram uma lição de maturidade ao avaliarem positivamente a ação de Salvador no longo prazo, desconsiderando para efeitos de escolha da liderança as vicissitudes do último ou do próximo jogo. Por outras palavras, os sócios do SC Braga mostraram acreditar que a final da Liga Europa, o vice-campeonato nacional, a Taça Intertoto, a Taça da Liga e as duas presenças na Champions não são obra do acaso, resultando pelo contrário de ciclos de planeamento e ação mais longos e sólidos. Souberam avaliar em profundidade e não se deixaram tentar pela espuma dos resultados do curto prazo. Gostei desta maturidade.
As últimas Assembleias Gerais do clube, a que tenho tido o prazer de presidir, não têm sido muito concorridas, o que faria supor uma adesão ao voto limitada. Mas a vitalidade do clube emergiu em todo o seu esplendor. Logo após as 11h de sexta feira, quando foram abertas as urnas, era ver o corrupio de sócios, jornalistas da imprensa, da rádio e da TV, notáveis e até jogadores da equipe principal a marcarem presença no Municipal de Braga. Foi bonito. 3080 votos, com um resultado final de 85% a favor de António Salvador. Para os que diziam que havia razões de protesto no SC Braga, existia sempre a possibilidade do voto nulo ou branco. Assim não foi, já que os nulos se ficaram por uns irrisórios 11 votos e os brancos foram apenas 21. Uma mensagem clara de apoio ao atual Presidente.
No seu discurso de vitória, Salvador declarou ser o presidente de todos os sócios e apelou à unidade. Soube ser grande também no momento da vitória. Boas notícias para o grande Braga.

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