Autonomia, maturidade e qualidade

Voz às Escolas

autor

Zita Esteves

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No passado dia 14 de outubro de 2013, o Agrupamento de Escolas de Real assinou o seu Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação, passando a integrar o conjunto daqueles que apostaram no desafio de um caminho traçado para a melhoria, através das escolhas mais adequadas, embora não sendo as mais fáceis.
Os esforços realizados até ao momento na luta pelo aperfeiçoamento dos serviços prestados aos nossos alunos têm-nos mostrado que a busca da autonomia é a escolha certa para atingirmos cada vez mais maturidade e, consequentemente, mais qualidade.
O crescimento, a inovação, o estabelecimento de novas metas implicam uma conjuntura determinada em toda a instituição escolar que seja favorável à mudança. A autonomia não é um processo fácil, pois o seu sucesso está dependente de um conjunto de fatores. É fundamental que todos os intervenientes a assumam como um projeto coletivo abraçado por todos e por cada um, com motivação, competência, determinação e sentido de equipa. As ações individuais devem, sempre, ser inspiradas na perspetiva da abertura e da participação em que a parte só ganha sentido se for integrada no todo. A delegação de competência, de forma efetiva e eficaz, assente num relacionamento saudável, em que todos os agentes são determinados e responsáveis, é fundamental para a concretização de uma autonomia efetivamente válida e consequente, realizada num ambiente plenamente democrático porque partilhado.
No âmbito do Contrato de Autonomia do Agrupamento de Escolas de Real, vão ser formalizados os protocolos de colaboração com os parceiros que, tendo aceitado o desafio de connosco reunir sinergias, confiaram em nós para a construção de um projeto comum. Marcaremos, simbolicamente, num evento público onde acontecerão as assinaturas dos parceiros, o início de uma nova etapa norteada por uma autonomia partilhada assente no compromisso: dar visibilidade e transparência ao trabalho desenvolvido através de sessões de debate sobre a definição de novas estratégias; identificar os obstáculos, refletir sobre os resultados, em suma, prestar contas do trabalho que vamos realizando. Dos nossos parceiros pretendemos um olhar externo e atento ao qual queremos corresponder com um trabalho desenvolvido com o profissionalismo e a dedicação característicos dos profissionais do agrupamento.
Acreditamos que autonomia não se fica pelas palavras; é uma condição significativa para a mudança coletiva e mobilizadora do que de melhor é concretizado pelos agentes educativos no seio das escolas e nos contextos envolventes.
No dia 21 de fevereiro, pelas 21:30h, no auditório do Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa, vai realizar-se a cerimónia de apresentação pública dos nossos parceiros. Ainda há bem pouco tempo esta realidade parecia demasiado distante. Porque acreditamos e fomos traçando caminhos ambiciosos, aqui nos encontramos a experimentar uma das sábias frases do admirável Nelson Mandela “Tudo parece impossível até que seja feito”.

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