A grandeza do SER… na EPB

Ideias

autor

Vitor Coutinho

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O ano letivo de 2013/2014 na Escola Profissional de Braga (EPB) está a terminar, mas o empenho e motivação dos alunos continuam elevados, sobretudo para os finalistas do 3.º ano do Curso de Técnico Auxiliar de Saúde (TAS) pelo aproximar da defesa da sua Prova de Aptidão Profissional (PAP). Na verdade, a apresentação individual da PAP conclui um longo e individual caminho de crescimento pessoal e académico, na busca incessante do conhecimento científico, em diversos domínios e saberes.

Nessa perspetiva, surge a grandeza do Homem, o esplendor do Ser, na capacidade de superação, na construção de diversas temáticas da área da Saúde. A riqueza da diversidade e profundidade traduz-se em múltiplas manifestações: das funções do TAS, na prestação de cuidados de saúde à população idosa, nas noções básicas de socorrismo, na importância do dia mundial da saúde e do doente, nas campanhas de sensibilização sobre patologias crónicas e atuais tais como Hipertensão e Diabetes Mellitus, os efeitos nefastos das toxicodependências, a indispensável alimentação no desporto e necessidade da sua suplementação, o doente oncológico e a sua vivência individual e familiar, os cuidados post-mortem, a inclusão social de diversas patologias, os cuidados de saúde nos PALOP, Boccia- um sentido de vida, os estudos do sono e a sua interferência laboral, os tratamentos alternativos da depressão, a gestão do stress, a dádiva de sangue e as suas implicações, os cuidados com doentes pós-AVC, o doente mental e o profissional de saúde, a problemática da anorexia, o tratamento de fobias, a saúde e o desporto adaptado, voluntariado e prestação de cuidados, a infeção por HPV, integração de pessoas com patologias hereditárias na sociedade, etc.

Não obstante, a identidade de cada PAP não se restringe a uma mera sala de aula, a uma simples exposição teórica, mas o aluno, orientado pelo seu professor, realizou um árduo processo de construção prática da temática, com múltiplas: exposições, palestras, worshops, reportagens, debates, folhetos informativos, exercícios físicos, vídeos, entrevistas, etc.; no contato próximo com especialistas, com testemunhos individuais, com saberes em diversas áreas que permitiram uma relação próxima com as pessoas, as suas realidades e expetativas, no envolvimento intrínseco do meio social. Assim, todos beneficiam com este olhar da realidade, tornando os alunos melhor preparados para os desafios do futuro e cidadãos mais eficazes no apoio assistencial a quem mais necessita. É, na sua essência, uma relação afetiva com a comunidade, sobretudo a bracarense.

Contudo, a atividade humana é inesgotável e condiciona o futuro das populações, na certeza que comportamentos de hoje determinarão diferentes estados de saúde amanhã. Um excelente exemplo disso é a prescrição de antibióticos, um tema atual e uma permanente preocupação social.

O aumento da esperança média de vida humana para cerca de 75-80 anos traduz uma conquista deste esforço intelectual constante, na inteligência do Homem e no crescimento da Ciência, conseguindo combater microrganismos que, ao longo da história, derrubaram sociedades. Ainda, hoje, existem agentes patogénicos como o vírus ébola e o vírus da imunodeficiência adquirida (VIH) sobre os quais não possuímos terapêuticas curativas, limitando-nos a controlar as suas nefastas consequências.

Mas surge o reverso da medalha deste comportamento humano como, por exemplo, no uso incorreto de antibióticos que eliminam bactérias e não outro tipo de organismos patogénicos como vírus, fungos e parasitas. A importância do seu início precoce, a ausência de uma cultura social de educação para a saúde, o seu sucesso terapêutico e eficácia assegurada, a demora na confirmação bacteriológica das patologias, o não cumprimento da posologia indicada com doses inadequadas, a sua venda inadvertida sem prescrição médica, conduzem-nos a uma má utilização - às vezes excessiva, é verdade - e que urge combater.

Este problema origina que as bactérias sofram mutações genéticas e consigam criar resistências aos fármacos existentes que deixam de ser eficazes. Este esforço de consciência é coletivo e não apenas do profissional de saúde. De fato, existem registos de organismos que resistem aos antibióticos atuais mas o Homem sempre soube, perante a adversidade, superar-se e encontrar “balas mágicas” e fórmulas terapêuticas ajustadas à nossa realidade.

Assim, neste mês de Maio, devemos manter nos nossos corações o ideal de Hipócrates, onde o médico, independentemente da época e dos meios que possa dispor, orienta o seu pensamento a sua atuação ao serviço do Homem e da medicina: “Onde está o amor da Humanidade, está o amor da Arte”. Neste contexto, todos somos responsáveis pelo que fazemos e não fazemos. Porque a magia da vida humana, ou da sua condição, é esta capacidade de ir cada vez mais longe…

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