Aprendizagem Online, estás ligado?

Ensino

autor

António José Araújo

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Foi durante o passado fim de semana que decorreu, em Lisboa, o III Congresso Internacional de TIC e Educação (TICEDUCA 2014) que teve como grande tema a Aprendizagem Online. Sendo as tecnologias digitais na educação um fator importante ao serviço da aprendizagem dos alunos e dos formandos, foram ainda abordados os subtemas da atualidade e aqueles que, nos próximos anos, serão mais pertinentes, quer do ponto de vista das práticas educativas quer da investigação em educação, tais como, os Ambientes de Aprendizagem Formais e Informais Suportados em Diversas Tecnologias; a Comunicação Mediada por Computador e as Relações e Expressão das Emoções Online; o Papel das Tecnologias Digitais no Desenvolvimento Profissional; o E-learning no Ensino Superior e na Formação Profissional; e, finalmente, mas não menos importante, as Tecnologias e as Necessidades Educativas Especiais. Como em qualquer evento o grande objetivo foi proporcionar a partilha, reflexão e discussão no domínio das tecnologias digitais aplicadas à educação e à formação.

Num mundo cada vez mais global e “ligado” à Internet é muito prático e cómodo aprender sem sair de casa e/ou do trabalho. Além disso, hoje em dia é inevitável “fugir” da internet, e mais concretamente, das redes sociais, porque tudo acontece por lá. Hoje em dia, há cada vez mais pessoas a utilizarem este tipo de plataformas para se manterem atualizadas, com recursos à comunicação através do computador, seja por meios síncronos (através de chat e videoconferência) ou assíncronos (utilizando o email e fóruns/blogs). Segundo Peter Drucker, estamos na era do “trabalhador do conhecimento”, contudo, o economista Princeton Fritz Machlup, que colaborou com Drucker, também apelidou esta época de “empresas do conhecimento”, ou seja, ambas as expressões refletem o pensamento como o centro desta nova geração.

Estudos recentes referem que dois terços da população mundial está presente no Facebook, e as empresas têm modificado a sua estratégia interna no desenvolvimento corporativo e em vez dos colaboradores acederem à informação via email e/ou site, configuram grupos no Facebook e usam para estimular a aprendizagem, comunicação e discussão de ideias. Mas como em tudo terá que haver “conta, peso e medida”, estes conceitos devem efetivamente ser aplicados se a organização estiver preparada, quer em recursos tecnológicos, quer em recursos humanos.

Antigamente, e posso dizê-lo uma vez que sou dessa época, vivíamos na cultura da posse, atualmente vivemos na cultura do acesso, da partilha e da divulgação. Verifica-se que, cada vez mais cedo, as novas gerações têm acesso às tecnologias, e já se tornou uma forma de vida, um hábito, estar ligado à internet. A quantidade de partilha de informação, como textos, multimédia, entre outros, colocada nas redes sociais é gigantesca, e as empresas também perceberam esse fenómeno e é cada vez mais notária a sua presença nestas plataformas digitais.

A aplicação de diferentes tecnologias digitais permitirá um desenvolvimento profissional mais apurado, preparando os alunos e professores para um mundo fortemente marcado pela evolução tecnológica. Então como aproveitar estas plataformas, vulgo redes sociais, como ferramentas de aprendizagem? A aprendizagem, através do método demonstrativo, é mais utilizada no formato presencial, no entanto, tem havido um crescendo nos cursos ministrados em regime de E-learning, com o objetivo de promover as aprendizagens e a melhoria das competências profissionais.

Este tipo de aprendizagem online é efetuada através de tecnologias digitais e à distância, e em Portugal está em forte expansão. A oferta dos cursos em E-learning e a forma com são organizados atualmente vem gerar um novo paradigma na aprendizagem através da criação de vídeos que atualmente são parte importante na autoaprendizagem. Plataformas como o Youtube, Moodle, Prezi e o Udemy são fontes de conhecimento que podem ajudar os alunos na preparação de um trabalho e/ou teste.

Fazendo parte de um dos maiores grupos nacionais na área da formação, educação e serviços profissionais, potenciados por tecnologias de informação, cujo principal foco é o binómio pessoas e tecnologia, a Escola Profissional de Braga (EPB) é uma escola de referência na formação profissional, privilegiando inovação, rigor e competência, e tem conseguido adaptar-se às exigências do mercado, apostando na inovação no ensino profissional, promovendo este conceito de aprendizagem através de uma parceria com a Microsoft, dando a possibilidade aos seus alunos de obterem uma formação certificada com o programa IT Academy Microsoft.

A Microsoft Technology Associate (MTA) é uma certificação em TI, reconhecida pelo sector a nível mundial, sendo um fator de distinção na formação académica de um jovem que pretenda investir numa carreira na área tecnológica. A EPB constitui-se, ainda, como Academia Cisco que tem como objetivo proporcionar à sua comunidade educativa a oportunidade de valorizar e reforçar as suas competências na área das TIC, especificamente no segmento da gestão e segurança.

Hoje em dia, a “literacia tecnológica” e o uso das tecnologias na educação facilita o acesso ao conhecimento, motiva os alunos, professores e pais a investirem na aprendizagem. Devemos procurar adquirir competências e capacidade de adaptação às novas tecnologias, por forma a promover o desenvolvimento social e o reforço da qualificação profissional, tornando os alunos cidadãos mais instruídos e preparando-os para as exigências do mercado de trabalho.
Continuas ligado?

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