Ansiedade - o que é?

Voz à Saúde

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Cecília Oliveira

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A ansiedade faz parte do nosso dia-a-dia e acompanha-nos durante toda a nossa vida.
A ansiedade consiste numa resposta fisiológica do nosso corpo a situações potencialmente stressantes, normalmente envolve uma sensação interior desagradável, associada a um estado de nervosismo. Apesar de geralmente desagradável, esta faz falta para o nosso funcionamento no dia-a-dia, torna-nos mais alerta, e permite-nos concentrar e obter mais rendimento na nossa atividade.

Por vezes a ansiedade, deixa de ter uma influência positiva, tornando-se sintomática e se persistente, patológica, acarretando consequências negativas para o indivíduo.
A vertente patológica da ansiedade pode ter origem em factores/doença física, como por exemplo doenças da tiroide e determinadas medicações. Pode estar associada a doenças psiquiátricas ou ser uma perturbação por si só, sem uma causa orgânica bem identificável.
Habitualmente um individuo com perturbação da ansiedade, sente-se preocupado excessivamente, quase todos os dias acerca de diversos eventos ou atividades.

A “preocupação” não é o único sintoma. A inquietação interior, dificuldade de concentração, irritabilidade, perturbação do sono estão também associados. Fisicamente, os indivíduos afetados, podem sentir tremor, palmas das mãos suadas e frias, voz trémula, dores de cabeça, tensão muscular, “formigueiro” no corpo, palpitações, ritmo cardíaco aumentado, dor torácica, etc. Muitas vezes os pacientes recorrem persistentemente aos cuidados de saúde com estes sintomas e os exames auxiliares de diagnóstico apresentam-se, consistentemente normais.

A ansiedade, conceito vago e com variadas manifestações clínicas, pode ser classificada em subgrupos clínicos específicos de acordo com os principais sintomas e contextos em que ocorre. Existe a Perturbação de Ansiedade Generalizada, Perturbação de Pânico, Perturbação de Stress Pós-traumático, Perturbação Obsessivo-compulsiva, Fobias específicas (agorofobia, fobia social, etc.) entre outras.

Não existe um fator único que explique o aparecimento de determinada perturbação de ansiedade. De um modo geral, existem fatores de natureza biológica e psicológica, envolvidos no desenvolvimento da perturbação de ansiedade. O tratamento varia com o tipo de sintomas, a sua intensidade e a forma como a qualidade de vida do paciente é afetada.
As medidas gerais de combate à ansiedade consistem em, alterações do estilo de vida como reduzir o consumo de estimulantes, como o café e o chá preto, e praticar uma alimentação variada. Uma boa higiene do sono é essencial, assim como, a prática de exercício físico.

Em termos farmacológicos são muitas as escolhas que podem ser prescritas, de acordo com o diagnóstico e sintomas mais preponderantes, mas estas envolvem mais frequentemente os antidepressivos e benzodiazepinas. Também em termos não farmacológicos a psicoterapia revela-se um aliado essencial na terapêutica de perturbações da ansiedade, sendo entanto por vezes, de difícil acesso a todos os pacientes.

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