Alterações no corrimento, o que está a acontecer comigo?

Voz à Saúde

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Cecília Oliveira

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Sendo este o mês da mulher vamos abordar um tema que afeta, de uma forma ou outra, todas as mulheres ao longo da sua vida. As infeções vulvovaginais.
Estas englobam um conjunto de patologias, com vários graus de gravidade, causadas por diversos agentes infeciosos e têm um impacto importante na qualidade de vida da mulher. São várias as infeções, sendo uma das mais frequentes as infeções fúngicas. Existem também infeções bacterianas, parasitárias e víricas.

Infeções fúngicas: a vaginite pela presença de Candida spp é muito frequente. Caracteriza-se pela presença de prurido intenso (comichão) que piora à noite, sensação de secura vaginal, corrimento vaginal espesso (branco ou amarelado) grumoso, ardor vulvar e dor com as relações sexuais. Estão em risco acrescido de desenvolver esta infeção, mulheres com diabetes, com a toma antibióticos, alguns tipos de contracetivos (altas doses de estrogénios) e medicamentos que diminuem a ação do sistema imunitário.

O diagnóstico é habitualmente realizado pela clínica e muitas vezes as próprias doentes automedicam-se com produtos de venda livre. No entanto, o diagnóstico deve ser realizado através de exame microscópico. O tratamento depende da gravidade e recorrência dos sintomas, mas varia entre antifúngicos tópicos e/ou orais.

Parasitas: Tricomoníase, é causada por um parasita, de transmissão sexual. Provoca edema vulvar, com uma vagina difusamente avermelhada, e corrimento abundante, fluido amarelado ou esverdeado com odor fétido. O diagnóstico mais uma vez, apesar de uma clínica favorável, deve ser confirmado com um exame microscópico. O tratamento envolve a toma de antibióticos orais e o tratamento do parceiro sexual é obrigatório.

Infeções víricas: é importante referir o virús do papiloma humano mais conhecido pela sigla: HPV. Este vírus de transmissão sexual é o principal responsável pelo cancro do colo do útero e pela presença de verrugas genitais/ anais. Têm sido implementadas medidas de prevenção primária e secundária, ao longo dos últimos anos. A prevenção primária passa pela vacinação profilática implementada no Plano Nacional de Vacinação.

Caso não tenha sido integrada no âmbito do PNV, qualquer mulher até aos 26 anos de idade deve realizar a vacinação, sendo também indicada a vacinação até aos 45 anos (nesta idade mais para uma proteção a nível individual). A prevenção secundária envolve a realização do rastreio do cancro do colo do útero através da realização de uma citologia cervico-vaginal idealmente a partir de 3 anos do inicio da atividade sexual ou a partir dos 25 anos de idade.

Outra infeção vírica muito frequente é a causada pelo Herpes vírus simplex. É uma infeção de transmissão sexual, caraterizada pelo aparecimento de vesiculas genitais extremamente dolorosas, entre outros sintomas. Os sintomas duram uma a duas semanas (podem ser mais longos sem tratamento), e são recorrentes. O tratamento envolve o uso de anti-víricos orais em combinação com analgésicos se necessário.

A principal mensagem a passar é que deve recorrer ao seu médico assistente, sempre que apresentar sintomas, pois para além do desconforto, na maioria das vezes estes são facilmente controlados e com uma ótima resolução.

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