Planeamento familiar, que opções disponho?

Voz à Saúde

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Fátima Costa

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No mês em que se comemorou o dia da Mulher, este é um tema que mais tarde ou mais cedo fará parte das dúvidas e decisões que a maioria das mulheres irá ter.
De referir que a contraceção e o planeamento de uma gravidez não são única e exclusivamente da responsabilidade da mulher, mas sim do casal.

Método de barreira: o mais divulgado é o preservativo masculino, sendo este de extrema importância para a prevenção da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis - HIV, Sífilis, Hepatite B e C, assim como o preservativo feminino. A desvantagem deste último é que não se encontra disponível gratuitamente nos centros de saúde e a sua colocação pode ser mais difícil.

Contraceção oral hormonal: classicamente designada por pílula estão disponíveis no mercado dois tipos: POC - Contracepção oral progestativa (a pílula é constituída apenas por uma hormona de progestativo) e COC - Contraceção oral combinada (a pílula é constituída por duas hormonas - estrogénios e progestativos). Os POC estão disponíveis em comprimidos ou através do Implanon que é um implante colocado por baixo da pele no antebraço da mulher e tem uma duração contracetiva de 3 anos. Pode ser colocado na maioria dos centros de saúde e hospitais.
Os COC para além de estarem disponíveis em comprimidos, também existem no formato de anel vaginal, que é inserido na vagina e após três semanas retirado, existindo uma semana de pausa onde ocorre a menstruação. Tem a vantagem de não ser necessário efetuar a toma diária do comprimido o que pode ser útil nas mulheres com esquecimento na toma da pílula.
Está disponível gratuitamente na maioria dos centros de saúde. Outra forma de apresentação são os adesivos que são substituídos a cada 7 dias. Uma das desvantagens deste método é não ser disponibilizado gratuitamente.

Dispositivo intra-uterino (DIU): é uma opção quando se pretende uma contraceção de longa duração uma vez que estes dispositivos têm um tempo de atuação que varia entre 5 a 10 anos. O dispositivo é colocado dentro do útero, estando disponível em Portugal o DIU hormonal e de cobre.
A sua colocação e remoção é efetuada ao nível dos cuidados de saúde.

Contraceção cirúrgica: esta pode ser realizada na mulher através da laqueação das trompas ou nos homens pela vasectomia. De referir que a vasectomia não interfere com a ereção e ejaculação do homem, apenas permite que os espermatozoides não estejam no ejaculado. São uma forma de esterilização, pois não permitem no futuro uma gravidez espontânea.
Desta forma, devem ser ponderadas as vantagens e desvantagens deste método.
Existem várias opções para uma contraceção segura e eficaz. De relembrar que apenas o preservativo permite proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis.
O seu médico poderá ajudá-la a avaliar a opção contracetiva mais eficaz e segura para si e para o casal.

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