O que devemos saber sobre as alergias alimentares

Voz à Saúde

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Ana Gabriela Ribeiro

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Em muitos artigos de revistas e em consultas de nutrição, são abordados os temas das alergias ou das intolerâncias alimentares. E com certeza, alguns de nós já sentiram sintomas de má digestão, diarreia ou urticária que associaram a ingestão de algum alimento. Mas afinal o que são as alergias alimentares? E a intolerância?

Segundo a definição da Direcção Geral de Saúde e da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, a alergia alimentar é uma reação de saúde adversa que ocorre quando o sistema imunológico reconhece erradamente um alimento como uma entidade agressora ao organismo. A reação alérgica a um determinado alimento pode apresentar diferentes sintomas consoante a sensibilidade do doente.

Os sintomas surgem rapidamente, entre alguns minutos até duas horas após a ingestão do alergénio, e podem incluir manifestações cutâneas (pele e mucosas), respiratórias, gastrointestinais e cardiovasculares, de forma isolada ou combinada. Os casos menos graves só têm manifestações na pele, enquanto outros, como os sintomas respiratórios, exigem mais atenção. As reações mais graves são aquelas que afetam vários órgãos e colocam a vida em risco.

A intolerância alimentar caracteriza-se por uma reação adversa, reprodutível, que ocorre após a exposição a um determinado alimento, mas que ao contrário da alergia alimentar não envolve o sistema imunológico. Este será um tema a tratar num próximo artigo!

De volta às alergias alimentares, sabemos que as mais comuns são ao leite de vaca, soja, ovo, amendoim e frutos de casca rija, como as nozes (conhecidos por “frutos secos”), peixe, marisco, trigo e soja, sendo estes alimentos responsáveis por 90% das reações. Em alguns casos, para além dos alimentos diretamente implicados nas reações alérgicas, ocorrem manifestações perante a exposição a outros alergénios alimentares ou mesmo a aeroalergénios.

Este fenómeno designa-se reatividade cruzada e surge devido às semelhanças estruturais moleculares entre os alergénios. Por exemplo, a alergia ao marisco, nomeadamente ao camarão, está associada à alergia a ácaros; a alergia a pólen de gramíneas pode estar associada a sensibilização ao tomate. Quando existe uma alergia de intensidade elevada a própria inalação ou contacto com a pele, também pode desencadear uma reacção alérgica.

A alergia ao leite de vaca, ovos, frutos secos, trigo e peixe, são comuns durante a infância porque são os principais alimentos ingeridos durante o primeiro ano de vida, nomeadamente em crianças com dermite atópica, rinite alérgica ou asma. Mas podem desaparecer com a idade, após os três anos, porque à medida que o intestino fica mais maduro torna-se menos permeável, logo os compostos alergénicos são menos absorvidos pelo intestino.

Nos adultos, as alergias alimentares mais comuns são causadas pelos frutos secos, frutos frescos, peixe e marisco.
Para descobrir se uma pessoa é alérgica fazem-se testes cutâneos ou análises de sangue.

Se teve uma reação alérgica grave a algum alimento, siga as seguintes recomendações:
1. Tenha sempre por perto a sua caneta de adrenalina;
2. Evite a partilha de utensílios (talheres, pratos, guardanapos, copos) ou contacto direto com alimentos potencialmente alergénicos;
3. Lave corretamente as mãos entre as várias etapas de manipulação de alimentos;
4. Não use os mesmos utensílios durante a preparação, confeção, empratamento e distribuição de refeições.

Se suspeita de alguma alergia alimentar, fale com o seu médico. Qualquer informação médica de alergia alimentar é útil para direcionar um plano alimentar e claro para se sentir melhor! Cuide de si, cuide da sua saúde!

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