Rastreio do cancro do cólon e reto: quando e porquê?

Voz à Saúde

autor

Cecília Oliveira

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O rastreio oportunístico do cancro colonrectal preconizado pela Direção Geral da Saúde deve ser realizado a todos os indivíduos sem sintomas entre os 50 e os 74 anos de idade.
O principal objetivo deste rastreio é a deteção precoce da doença, com a consequente redução da mortalidade e a redução de novos casos, encontrando e eliminando precocemente as lesões pré malignas.

O rastreio oportunístico é levado a cabo através da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Esta consiste na realização de um teste imunoquímico nas amostras obtidas. Para tal, é necessário a colheita de duas amostras de fezes em dias diferentes durante 3 dias. No final deste período o resultado da colheita deve ser entregue ao laboratório para posterior análise.
Para além da pesquisa de sangue oculto nas fezes também um outro exame, a colonoscopia, é utilizado no rastreio e tratamento da doença.

A colonoscopia consiste na introdução de um colonoscópio, que permite a observação direta do cólon e do reto. A colonoscopia deve ser realizada em várias situações, nomeadamente: em doentes com pesquisa de sangue oculto positivo nas fezes, com história familiar de cancro do cólon, doentes em vigilância após a realização de cirurgias intestinais, no contexto de uma doença inflamatória intestinal ou no caso de outro tipo de sintomas em que o seu médico assistente pode achar conveniente a realização, como em casos de alteração recente dos hábitos intestinais, dor abdominal, diarreia crónica persistente inexplicável, entre muitos outros sintomas que sugiram patologia do cólon ou do reto.

De acordo com os achados na colonoscopia o paciente pode manter-se em vigilância, não sendo necessário mais exames durante 5 anos altura em que deve voltar a realizar pesquisa de sangue oculto nas fezes. No caso de serem encontrados pólipos, os pacientes podem ter de repetir o exame dentro 1, 2 ou 3 anos de acordo com o tipo de pólipo encontrado.

Este rastreio realizado a nível populacional é essencial para o combate ao cancro do cólon e reto, responsáveis por uma elevada mortalidade em Portugal, cerca de 2668 óbitos por cancro do cólon e 881 por cancro do reto em 2011. É assim crucial a colaboração de todos, quer na realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes quer na realização da colonoscopia sempre que indicada e prescrita pelo seu médico assistente, para que este tenha o efeito desejado.

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