CTeSP, uma sigla que nos habituaremos a pronunciar

Ensino

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António Curado

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Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) são uma nova tipologia de formação de Ensino Superior de curta duração, que o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) abraçará no ano letivo que agora se inicia, com o lançamento de um número alargado de cursos que cobrem uma diversidade enorme de áreas, todas estreitamente ligadas ao mercado de trabalho da região do Alto Minho.
A realização de um CTeSP permitirá aos formandos a obtenção de um Diploma de Técnico Superior Profissional, qualificação de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações. Um CTeSP tem 120 créditos e a duração de quatro semestres letivos, sendo o último semestre realizado em contexto de trabalho, em estreita ligação às empresas da região.

Os titulares de um Diploma de Técnico Superior Profissional poderão prosseguir os estudos de Licenciatura, através de concurso especial de acesso, sem realização das provas nacionais, sendo que uma parte muito considerável da formação efetuada no CTeSP será creditada na futura Licenciatura.

Na qualidade de docente do IPVC, penso que os CTeSP são uma resposta eficaz às necessidades da região, das famílias e das empresas: trata-se de uma formação de curta duração, de âmbito profissionalizante, que permite a continuidade dos estudos ao nível da licenciatura, sem perdas de tempo e de recursos do formando e das famílias. Devo reconhecer que me agrada o facto de um jovem poder estar inserido no mercado de trabalho ao fim de dois anos de formação, podendo complementarmente, se assim o desejar, prosseguir os seus estudos de licenciatura com equivalência a um ano de formação, do total de três anos que o grau de licenciado implica.

Fui o proponente e atualmente sou o coordenador de um dos CTeSP do IPVC, que se iniciará no ano letivo de 2015/2016. O CTeSP que coordeno designa-se por “Eficiência Energética nos Edifícios” e tem como objetivo formar técnicos especializados na melhoria do desempenho energético dos edifícios. Um exemplo muito simples: todos nos queixamos de casas frias no inverno e quentes no verão, de casas mal isoladas, com perdas enorme de calor, de contas bastante elevadas de eletricidade, gasóleo, ou gás natural, por exemplo. Ora bem, formaremos técnicos capazes de melhorar o conforto das nossas casas! É esse um dos objetivos da formação!

Para além disso ouvimos frequentemente falar na comunicação social sobre a necessidade de utilização de energias renováveis, que podem reduzir gastos com a energia nas casas e a par disso melhorar o meio ambiente. Pois bem, formaremos técnicos capazes de integrar essas energias renováveis, como a solar térmica, a solar fotovoltaica, a geotérmica, etc., nos edifícios, de modo a poder melhorar o seu conforto térmico e reduzir a energia consumida.

Não nos podemos esquecer que os consumos energéticos nos edifícios na Europa representam 40% dos consumos totais, sendo este setor, sem sombra de dúvidas, o mais gastador no nosso continente, ultrapassando o da Indústria e dos Transportes. Quando falamos do setor dos Edifícios, não nos referirmos apenas às casas de habitação, mas também às escolas, centros comerciais, hospitais, isto é, todos os edifícios de serviços que, tal como os residenciais, gastam energia muito para além do necessário. Pois bem, está dado o mote: pretendemos formar técnicos que saibam tornar mais eficiente o uso da energia nos edifícios, reduzindo gastos desnecessários e aumentando o conforto.

A pergunta que se segue é pertinente: haverá mercado para tal perfil de formação? A resposta é simples: o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE) está em vigor desde 2007 e torna obrigatório a sua certificação energética. No âmbito do SCE, o curso encontra-se em processo de certificação junto da DGEG (Direção Geral de Energia e Geologia), de modo a poder permitir aos formandos, o acesso à atividade de Técnico de Instalação e Manutenção de Edifícios e Sistemas (TIM). Esta qualificação abrirá aos alunos que concluam o curso, perspetivas profissionais de enorme alcance.
Em suma, os CTeSP vieram para ficar e a sigla que os designa entrará rapidamente no nosso vocabulário. Juntam vários ingredientes num só perfil de formação: são práticos, aplicados, breves e garantem uma fácil prossecução dos estudos superiores.

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