Planeamento e articulação

Voz às Escolas

autor

António Pereira

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Apesar de já muito glosado, não podia deixar de, nesta primeira crónica, abordar o início deste ano letivo e para concordar com a opinião quase unânime de que começou ‘anormalmente’ tranquilo. Salvo situa- ções muito pontuais, a proverbial confusão associada ao arranque, ao que parece, deu este ano lugar à serenidade, fruto de um planeamento atempado. Todos esperamos que não seja exceção, uma vez sem exemplo, mas que se transforme em regra para o futuro.
O mesmo não poderá dizer-se, no entanto, de alguns aspetos que antecederam o início do ano, nomeadamente os relativos à formação de turmas.

Foi pública a dificuldade na constituição dos grupos na educação pré-escolar em quase todos os agrupamentos do concelho de Braga - e a avaliar pelas notícias um pouco por todo o país, e na formação de turmas dos cursos profissionalizantes. Nestes, para além de uma concertação de rede mais eficaz que encontre um maior equilíbrio entre as necessidades efetivas da região e a procura por parte dos alunos, é claramente necessária uma aprovação atempada por parte da tutela de modo a permitir às escolas a sua divulgação, contribuindo para um conhecimento global da oferta disponível e possibilitando opções mais estruturadas aos alunos.

Em qualquer dos casos, não só aquelas como todas as situações relativas ao ensino regular, da educação pré-escolar ao secundário, passando pelo ensino artístico e vocacional, numa altura em que a redução da natalidade, mais que projeção ou estatística, passou a fazer sentir-se no dia-a-dia das escolas, devem impelir todos os intervenientes a uma reflexão séria que, conhecida a realidade, antecipe respostas que melhor sirvam as necessidades e as justas expetativas que os cidadãos (ainda) alimentam em relação à escola pública. E isto só é possível se, sobretudo a nível local, todos forem capazes de olhar mais para o todo que para a (sua) parte, para o interesse coletivo que para o individual. Se a escola não quiser deixar-se ultrapassar pelos acontecimentos tem que estar disponível para concertar, articular, planear…

No Agrupamento de Escolas de Maximinos o ano iniciou-se, também, com normalidade, com um acolhimento prévio a professores, pais, alunos e funcionários não docentes.
Cumprindo o nosso projeto e os compromissos assumidos no Plano de Melhoria, continuamos a assumir-nos como uma escola inclusiva que procura, na diversidade das ofertas formativas e das estratégias implementadas, responder aos diferentes grupos e às necessidades específicas dos mesmos. É neste contexto que continuamos a oferecer o ensino artístico especializado da dança e da música, este último a coberto do sobressalto verificado no início do ano relacionado com o financiamento, fruto da parceria com o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

Continuaremos a implementar ações e programas que contribuam para a melhoria do sucesso dos alunos e minimizem o abandono e o absentismo e que possam também contribuir para o bem-estar e felicidade de todos.
Aos pais, alunos, professores e funcionários e aos muitos parceiros que connosco partilham a missão da (nossa) escola, votos de bom ano.

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