Será Gripe ou Constipação? O que fazer e quais as diferenças

Voz à Saúde

autor

Sandra Esteves Oliveira

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Aproxima-se a época mais frequente da Gripe e Constipações pelo que devemos conhecer as principais diferenças entre estas duas entidades. No nosso país estas patologias ocorrem sobretudo entre os meses de novembro e março e causam sintomas semelhantes, podendo despertar alguma confusão. A constipação comum é uma infeção leve das vias respiratórias, em que os sintomas surgem de forma gradual, ao contrário da gripe, que surge de forma súbita, mais exuberante e apresenta sintomas mais duradouros. Existem mais de 200 vírus que podem causar uma constipação comum, enquanto a Gripe é maioritariamente causada pelo Vírus Influenza.

A transmissão destes vírus ocorre através da inalação de gotículas contaminadas, expelidas pela tosse, espirros ou contacto direto com secreções de indivíduos afetados. A doença pode ser transmitida desde 1-2 dias antes do início dos sintomas e até 7 dias depois! Os sintomas podem variar desde uma congestão nasal ligeira, espirros, tosse, dor de garganta, no caso da constipação, a sintomas mais intensos de mal-estar geral, febre (>38ºC), dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares, cansaço extremo, tosse intensa, no caso da gripe.

Apesar de raro, uma constipação comum também pode cursar com febre (mais baixa), dores de cabeça ou dores musculares, da mesma forma que os sintomas de congestão nasal e dor de garganta são menos frequentes na Gripe. Além disso, enquanto a primeira geralmente dura entre 7-12 dias, na Gripe a tosse e o cansaço podem manter-se durante semanas e está associada a maior risco de complicações (ex.: otite, sinusite, pneumonia).

As melhores formas de prevenção destas patologias são manter uma boa higiene das mãos, adotar as regras de etiqueta respiratória (tossir para um lenço descartável ou para o antebraço), evitar o contacto próximo com pessoas infetadas e através da vacina da Gripe. Trata-se de uma vacina de vírus inativados, produzida anualmente, e destinada, sobretudo, a pessoas com maior risco de desenvolverem complicações (ex.: idosos, residentes em instituições, grávidas, doenças crónicas ou cuidadores de pessoas mais debilitadas). As pessoas de maior risco podem ser vacinadas gratuitamente nos centros de saúde. A vacina deve ser administrada anualmente durante todo o Outono/Inverno (idealmente até final do ano). Importa referir que a vacina não causa gripe nem protege contra todos os vírus que podem causar a doença!

Na presença de algum dos sintomas referidos procure vigiar a temperatura, beber líquidos em abundância, não descuidando as medidas preventivas para evitar a propagação dos vírus. Em caso de febre pode tomar paracetamol na dose adequada. A aplicação de soro fisiológico no nariz (ou água salgada) pode ajudar a aliviar a congestão nasal. Nunca é demais relembrar que os antibióticos não atuam nas doenças causadas por vírus e devem ser utilizados de forma responsável para não comprometer o tratamento de outras infeções no futuro!

Na maioria dos casos ocorre cura espontânea e não há necessidade de recorrer aos serviços de saúde. No entanto, na persistência dos sintomas (>10dias), em caso de febre alta e difícil de controlar, se sentir falta de ar ou se tiver alguma doença crónica, deve recorrer ao médico.
Em caso de dúvidas, consulte o Microsite da Gripe (www.dgs.pt), ligue para a linha 808 24 24 24 ou consulte o seu médico. Cuide de si e dos que o rodeiam!

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