1.ª Tertúlia Braga nas tradições

Ideias

autor

José Maria Rego

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“As tradições e a criatividade tornaram-se um driving force do crescimento económico e a nova “Idade Criativa” está neste momento a sobrepor-se a uma Idade Industrial. (…) A referida transformação baseia-se em inteligência humana, conhecimento (passado/presente) e criatividade, e faz uso de novas matérias-primas. Estas últimas, que englobam a informação, propriedade industrial, capital criativo e capital intelectual humano, são necessárias à sobrevivência e ao crescimento económico na era da concorrência global. A criatividade pode ser entendida, de um modo conciso, como “a capacidade de produção que se manifesta pela originalidade inventiva e inovativa, a capacidade de ver o mesmo que toda a gente, mas pensar de modo diferente.” in Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico

Porquê uma tertúlia sobre Braga nas Tradições?

A criatividade e as Tradições, entendidas como expressão da identidade de um povo, são hoje reconhecidas como uma força motriz económica e social fundamental na geração de riqueza e emprego e no desenvolvimento sustentável, incorporando as mudanças tecnológicas e promovendo a inovação empresarial e o reforço da competitividade das cidades, regiões e países. Assim, há necessidade de alargar a reflexão sobre estas matérias, envolver mais pessoas e envolver as forças vivas da nossa querida cidade.
Para além das pessoas é necessário o envolvimento das estruturas culturais e organizações educacionais/políticas/empresariais.
Em primeiro lugar, envolver as Escolas.

Hoje, temos um parque escolar renovado, com ótimos auditórios e espaços que deviam estar abertos à comunidade e aos criadores de cultura. São muito importantes estes espaços e é um despredício as escolas estarem fechadas aos fins-de-semana, sem que possam ser utilizadas por Associações, Grupos Culturais, Exposições, Tertulias. As escolas têm que dar importância e ajudarem a criar Grupos e Associações para se potenciar a educação não formal, pois é nestes espaços livres, onde os jovens se encontram informalmente, que nasce a criatividade, a arte e a cidadania.

Em segundo lugar, é importante o envolvimento do poder autárquico… para apoio, credibilização dos projetos, para promoção, para incentivo e motivação dos criadores e envolvimento das empresas. Neste ponto, nota-se uma grande mudança em relação ao passado.

Nas competências do poder autarquico está também a concretização de uma visão para o sector das Indústrias Criativas na Região do Norte de Portugal;
- Propor um modelo de implementação do programa de acção;
- Definir o modelo organizativo e de funcionamento geral que explore o potencial das Indústrias Criativas;
- Definir o modelo de financiamento público de projectos com potencial de desenvolvimento
Em terceiro lugar, a participação das empresas, com disponibilização dos seus serviços e abertura dos seus espaços comerciais, por exemplo, para espetáculos ao vivo de música, teatro, dança, esposições, Workshoops,etc.

Outra ideia, que tem de começar a fazer caminho e fazer parte da nossa forma de pensar, é que os criadores são eles mesmos o produto para ser consumido. Ou seja, o que quero dizer com isto, é que os criadores vivem do seu trabalho, o seu ganha pão são as suas criações e cada vez mais temos, todos, que pensar diferente e que a arte e a cultura tem de se pagar. A arte e a cultura, além de nos dar identidade, cidadania, tornar a vida mais feliz, gera muita riqueza e desenvolvimento.
O grupo Braga nas tradições aposta na Tertúlia para que todos nós cidadãos possamos pensar e fazer diferente.

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