A Escola e a comunidade local

Voz às Escolas

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Antonieta Silva

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Na atualidade, a comunidade local assume uma importância cada vez maior na ação educativa que é desenvolvida nas escolas/agrupamentos. Recentemente atividades e projetos promovidos por entidades externas, em que o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda foi desafiado a participar são exemplo desta ação de reciprocidade, fundamental para todas as partes envolvidas.
Um deles foi o projeto Flux.

Desenvolvido numa parceria entre a Fundação Bracara Augusta, a Digitópia/Casa da Música e o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, permitiu aos nossos alunos dos Cursos Vocacionais da Escola de Palmeira, no âmbito de uma das áreas do currículo destes cursos - prática simulada da atividade vocacional - produzir um projeto interessante, assente no uso das novas tecnologias, com associação de luz e música.

O uso de ferramentas digitais num processo de construção artística é, desde logo, incrementador da motivação dos alunos, sabendo nós que os equipamentos tecnológicos fazem parte na atualidade da “indumentária” dos nossos jovens. Este projeto confirmou isso mesmo. Orientados por profissionais da Casa da Música, os alunos iniciaram este projeto de criação artística com a realização de uma pesquisa sobre os estímulos visuais e sonoros que fazem parte do seu quotidiano. A partir daí utilizaram-nos como inspiradores na produção de uma composição, onde alguns dos instrumentos musicais foram os próprios dispositivos eletrónicos, como os iPhones.

Este projeto, de criação colaborativa, culminou com a realização no passado fim de semana de dois espetáculos nos espaços do GNRation, onde foi visível a apropriação do projeto por estes alunos e o investimento pessoal que nele colocaram, para deixarem as suas famílias e professores felizes e orgulhosos do trabalho que realizaram. Sabendo nós que a autoestima destes jovens está muitas vezes hipotecada, o desenvol- vimento deste projeto permitiu-lhes inverter esta ideia, percebendo que são capazes de fazer algo muito válido se se empenharem.

Outro projeto que está a decorrer esta semana, aberto à cidade de Braga e que envolve as escolas e agrupamentos, é a Mostra do Teatro Escolar, apresentada no Theatro Circo. O Agrupamento Sá de Miranda não deixou, a exemplo do que tem acontecido nos últimos anos, de se associar a esta iniciativa promovida pelo Pelouro da Educação e Cultura do Município de Braga. Envolvendo um número elevado de “atores”, mais de cem, pôde a vasta assistência presenciar à peça Uma Original História de Amizade, produzida a partir da obra A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen.

O espetáculo, que juntou interpretação, música, dança e produção audiovisual, foi integralmente produzido por alunos e professores do Agrupamento, onde se inclui a produção da peça, o guarda-roupa, os adereços e os cenários. Protagonistas foram todos os que estiveram em palco, as alunas das turmas dos Cursos Profissionais de Técnico de Apoio à Infância e de Técnico de Apoio Psicossocial da Escola Sá de Miranda e as crianças do jardim-de-infância de Adaúfe. Foi uma ternura ver aqueles minúsculos atores e atrizes, alguns deles com apenas três aninhos, entrar em palco e vê-los desempenhar o papel que lhes estava destinado.

Têm de se sentir orgulhosos todos os que diretamente estiveram ligados a este projeto, onde se incluem também os alunos do Curso Técnico de Multimédia e os alunos das Artes, responsáveis pela produção de vídeo e pelos efeitos visuais e sonoros. Os entusiásticos aplausos que durante bastante tempo ecoaram naquela grandiosa sala demonstraram bem o agrado de todos os que assistiram ao espetáculo.

No mesmo dia em que os nossos alunos se preparavam para entrar em cena, recebemos no teatro da Escola Sá de Miranda, uma outra iniciativa, promovida pelo Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Braga, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, por Braga ser em 2016 Capital Ibero-americana da Juventude. Contando com a presença de alunos desta e das outras escolas secundárias da cidade, tivemos oportunidade de ouvir o Professor Doutor Rui Agostinho, Diretor do Centro Astronómico de Lisboa, proferir a conferência “Big-Bang e a evolução do universo”.

Muitos outros testemunhos das relações com a comunidade local poderiam aqui ser referidos. Ficam somente alguns dos que mais recentemente envolveram diretamente o nosso agrupamento e que demonstram a importância desta interação.

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