Diga olá à Primavera sem pingo no nariz

Voz à Saúde

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Rita Vieira Gomes

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Todos os anos com a vinda da Primavera surgem as queixas de pingo no nariz, espirros frequentes e comichão no nariz, olhos e palato (céu da boca). Na maioria dos casos isto deve-se a uma doença denominada rinite alérgica.
Além dos sintomas mais típicos já referidos é também frequente sintomas oculares como lacrimejo ou olho vermelho, pigarro, cefaleias (dor de cabeça) e diminuição do olfato e/ou do paladar.

Mas afinal o que é e qual é a causa da rinite alérgica?
A rinite alérgica é uma doença que consiste na inflamação da mucosa das fossas nasais que é desencadeada pela exposição a uma substância específica conhecida como alergénio. Os alergénios que mais frequentemente desencadeiam os sintomas da doença quando a pessoa é exposta são: pólenes, gramíneas, ácaros, bolores e fungos, pêlo de animais, bem como alguns produtos químicos e o fumo do tabaco.

De salientar que é possível reagir apenas a um ou a uma combinação de alergénios, assim sendo, por exemplo, no caso de alergia aos ácaros e ao pêlo dos animais, a rinite tende a manifestar-se ao longo de todo o ano, por outro lado, na primavera ou no outono pode haver manifestações mais evidentes, sobretudo nas pessoas sensíveis aos pólenes e fungos, ou aos bolores, respetivamente.

Um tipo específico de anticorpos chamado imunoglobulina E (IgE), que se liga ao alergénio, desempenha um papel chave nesta doença. A rinite alérgica é diagnosticada com base na história clínica, exame físico e alguns exames mais específicos que o seu médico pode aconselhar em caso de necessidade.

Embora seja uma doença cada vez mais frequente no mundo civilizado e que pode causar sintomas crónicos e recorrentes, a maioria das pessoas não procura aconselhamento médico, porque os sintomas costumam ser autolimitados resolvendo por si só. Porém esta atitude é errada! Pois deveriam efetuar tratamento para evitar o agravamento da inflamação da mucosa nasal.

O tratamento da rinite alérgica passa também por alterações do estilo de vida, nomeadamente, evitar a exposição a substâncias desencadeantes, manter as divisões bem ventiladas, evitar tapetes e cortinas em casa, lavar a roupa das camas em água quente, retirar dos quartos alcatifas, livros e peluches. O aconselhável é tentar evitar qualquer objeto que promova a acumulação de pó e o desenvolvimento de ácaros, bolores e fungos. Prevenir a exposição a pólenes e fumo de tabaco também é aconselhável.

Com base em critérios médicos e no tipo de doença de que o doente sofre, poderão ser utilizados medicamentos de ação local ou sistémico (atuam a nível de todo o organismo) tais como anti-histamínicos ou corticosteróides.
Portanto para poder aproveitar em pleno o bom tempo que se avizinha, cuide si e procure ajuda junto do seu médico(a) assistente.

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