Cirurgia cardíaca

Voz à Saúde

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Mário Jorge Amorim

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No dia 6 de maio de 1953, e na sequência dos trabalhos do Dr. Gibbon, foi utilizada, nos EUA, pela primeira vez a máquina de circulação extracorporal no apoio à realização de uma cirurgia cardíaca de coração aberto. Este facto, deu origem à cirurgia cardíaca como é hoje conhecida, ou seja, ao nascimento da cirurgia cardíaca moderna. A partir daqui, deu-se um crescimento exponencial na criação e aperfeiçoamento do tratamento de doenças do coração até aí, sem solução.

Desde então, a cirurgia cardíaca evoluiu muito. Veio a ser possível: o tratamento da doença das válvulas cardíacas, da doença das artérias coronárias, das malformações cardíacas de nascença entre outros. Em Portugal, a cirurgia cardíaca como hoje é conhecida iniciou-se no ano de 1976 em Lisboa (Hospital de Sta Marta) e no Porto (Hospital S. João).

Passados 40 anos sobre a primeira cirurgia deste tipo em Portugal, iniciou-se no dia 7 de janeiro de 2016 no Hospital Privado de Braga, a cirurgia cardíaca na região do Minho. Foi operado um doente com doenças do coração múltipla, envolvendo nomeadamente doença numa válvula do coração e as artérias coronárias. O desenvolvimento tecnológico, equipas experientes e treinadas, munidas de equipamento de última geração, permitiram a realização com sucesso deste tratamento, num doente octogenário e com patologia de outros sistemas, com segurança e eficácia.

Na semana seguinte foi operada uma doente com um tumor cardíaco que pelas suas boas condições constitucionais permitiu um internamento de curta duração - apenas cinco dias.
A região do Minho tem uma população estimada em um milhão de habitantes. Para esta população, está internacionalmente preconizado a necessidade de um serviço de cirurgia cardíaca. A instituição privada em causa, propõe-se fornecer à população cuidados cirúrgicos cardíacos e pulmonares de qualidade numa lógica de proximidade, permitindo para além do conforto inerente à proximidade, a diminuição do risco e poupanças significativas através da capacidade de fornecer tratamento de forma quase imediata.

O desenvolvimento de tecnologias menos invasivas permite tratar doenças e doentes cada vez mais complexos. A existência de salas operatórias que permitem associar tratamento cirúrgico convencional a tratamento percutâneo - salas híbridas - veio facilitar e permitir um tratamento mais abrangente da doença cardíaca diminuindo o risco operatório e melhorando a qualidade de vida nalgumas patologias. A título de exemplo, a substituição da válvula aórtica pode agora ser feita através com um pequeno golpe na região inguinal ou de um pequeno golpe na região torácica.

A região do Minho tem um número significativo de doentes em lista de espera para cirurgia cardíaca. Apesar do tempo máximo de espera preconizado pelas sociedades científicas nacionais e estrangeiras ser de 60 dias, os doentes têm tido tempos de espera crescentes atingindo uma média de 8 meses. A oferta privada propõe-se complementar a oferta pública num número significativo de doentes, reduzindo este tempo de espera excessivo.

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