2015/2016 está a chegar ao fim…

Voz às Escolas

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Antonieta Silva

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O lufa-lufa das aulas termina hoje. É certo que para muitos alunos ainda não é tempo de guardar os livros e de deixarem de vir à escola. Os exames que se aproximam a isso obrigam. Impõem, aliás, a intensificação do trabalho de estudo, porque as matérias são muitas e o tempo é escasso até chegarem os exames. Mas para muitos, hoje é mesmo o último dia de aulas e até, para alguns, o dia de despedida da escola onde estiveram alguns anos.

Este foi mais um ano marcado por instabilidade nas escolas. De facto, já o mês de setembro ia longe quando foi anunciado que iriam ser produzidas mudanças legislativas na avaliação dos alunos do ensino básico, com efeitos já para este ano. Assim, o ano letivo começou com muitos alunos e famílias a saberem que este seria um ano de realização de provas externas (para os alunos que estavam no 4.º ou 6.º ano) e acabou com esses mesmos alunos a não terem de realizar as ditas provas, mas com outros (de anos diferentes) a fazerem-nas, apesar de em moldes diferentes dos que estavam instituídos, porque se trata agora de provas de aferição.

As alterações normativas são uma “praga” que tem dominado o setor da educação ano após ano, apesar dos múltiplos apelos que são feitos nas instâncias superiores para que isso não aconteça. Estas situações causam sempre profunda instabilidade e constrangimentos nas escolas, obrigando frequentemente a que, já com o ano em curso, se tenham de inverter práticas que no início tinham sido explicitadas aos pais de outro modo.

Não é assim que se consegue criar condições para a promoção do sucesso educativo e para a construção de um projeto de escola sólido que envolva de modo comprometido as famílias. As escolas para funcionarem bem têm de ter tempo para preparar cada ano com tranquilidade, elaborando os seus planos de intervenção e ação, na vertente pedagógica e no seu modo de funcionamento, enquanto organização, de modo estável, sem correrem riscos de que haja alterações de regras a meio. Só assim os profissionais, docentes e não docentes, que trabalham diretamente com os alunos, conseguem ter as condições devidas para centrar a sua ação pedagógica nos próprios alunos, de modo a ajudar cada um a superar os problemas e dificuldades que têm.

Abandonando estas reflexões sobre os problemas intrínsecos ao setor da educação em Portugal, o ano letivo chegou ao fim e, como é usual, faz-se um balanço do modo como este decorreu.
No Agrupamento de Escolas Sá de Miranda foram dinamizadas um conjunto alargado de atividades, externas ao contexto específico de sala de aula, que ficarão na memória coletiva dos que nele trabalham e estudam.

Cito algumas que terão sido marcantes: vivência de um dia na Escola Sá de Miranda pelas crianças do 4.º ano, onde tiveram oportunidade de, pela primeira vez, usufruir das suas instalações e equipamentos; participação na Mostra de Teatro Escolar de Braga, envolvendo crianças desde a educação pré-escolar até alunos do ensino secundário; dança coletiva na EB de Palmeira com as crianças do 2.º ciclo, enquadrada nas comemorações do Dia Mundial da Dança; conferência na área da Física proferida pelo Professor Rui Agostinho, Diretor do Observatório Astronómico de Lisboa; Dia do Agrupamento, com a Festa da Primavera na Escola de Palmeira e múltiplas atividades na Escola Sá de Miranda, que culminaram com a realização de um Flash Mob, onde mais de 600 alunos do Sá de Miranda e de Palmeira e professores se envolveram num momento de dança coletiva; participação de alunos da Escola de Palmeira no Tibães em Festa, com a realização de uma opereta; conferência proferida por Moita Flores que prendeu por completo toda uma assembleia de alunos que enchia o Teatro da Escola Sá de Miranda; participação de muitos alunos em diversas atividades na Braga Romana; no Dia Mundial da Criança, e num comboio expressamente reservado para o efeito, deslocação de todas as crianças do 1.º ciclo e algumas do pré-escolar num passeio ao Porto onde tiveram oportunidade de fazer um minicruzeiro pelo Rio Douro; participação, com desempenho meritório, em múltiplos concursos e projetos nacionais e/ou municipais, nomeadamente, no Parlamento dos Jovens promovido pela Assembleia da República, no Parlamento Concelhio - Pequenos Grandes Políticos, no Cans- truction Portugal, no projeto Nós Propomos!.

O que aqui elenquei não esgota o muito que se fez neste Agrupamento em contextos educativos externos à sala de aula, mas que também em muito contribui para o desenvolvimento das aprendizagens dos alunos e para os ajudar a crescer enquanto indivíduos e cidadãos, criativos, autónomos e solidários. Estamos a fazer este balanço do ano, mas já estamos a preparar o próximo, porque o mês de setembro já não está assim tão longe.
Boas férias, para os nossos alunos e respetivas famílias!

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