Avaliação no secundário e opções

Voz às Escolas

autor

António Pinto

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Estamos a terminar o ano letivo e, se em muitos casos as avaliações correspondem às expetativas, outras há que que poem em causa o acesso ao ensino superior. É altura de falar de possibilidades que interessa conhecer e facilitem uma melhor decisão quanto ao futuro escolar. Todos sabemos que as médias se começam a construir no 10.º ano e notas baixas condicionam o futuro dos alunos, especialmente se se associam negativas.

É certo que muitos pais e alunos mostram resistência em repetir o ano pela falsa perceção de que isso é sinónimo de insucesso, como se tivéssemos sempre de ter os melhores resultados nas ações que vamos desenvolvendo, esquecendo que as falhas fazem parte da nossa condição humana. A entrada no 10.º ano exige um processo de adaptação a novas exigências a que nem todos os alunos se adaptam de imediato.

Mais vale repetir um ano quando se tem condições para recuperar e retomar um projeto de vida, do que passar agora para se andar a arrastar pela universidade depois ou nem sequer lá conseguir entrar. Primeiro que tudo porque fica mais caro e depois porque a autoestima se vai degradando e se começa a saltitar de curso em curso na exata medida das dificuldades e fracassos de cada um. Recordo que os alunos podem transitar de ano com duas negativas desde que iguais ou superiores a oito.

O Ofício-circular n.º DGE/DSDC/3/2013 aponta algumas possibilidades que serão de equacionar. Assim, os alunos que tenham uma ou duas negativas e que reúnam condições de transição poderão repetir o ano, mediante requerimento, inscrevendo-se nas disciplinas em que não obtiveram aprovação e nas restantes que quiserem para melhoria de classificação. Em vez de passar para o 11.º ou 12.º ano com sérios problemas nas médias de conclusão do secundário poderão reorganizar todo o seu percurso formativo em bases mais sólidas e adequadas aos seus objetivos.

Chama-se a esta opção: “repetição voluntária de frequência de ano pelos alunos que reuniram condições de transição ao ano seguinte”. Salvo melhor opinião, esta possibilidade é também aplicável aos alunos com notas baixas, mas sem negativas e que queiram melhorar as suas classificações. Contudo, há condicionantes. A repetição da frequência só é possível desde que existam vagas em turmas após colocados todos outros alunos, não podendo daí resultar aumento do número de turmas.

O pedido de repetição deve ser apresentado no prazo de 8 dias após definição da situação escolar do aluno. Não são abrangidos os alunos que concluíram o 12.º ano, nem se aplica às disciplinas do 11.º ano sujeitas a exame nacional e nas quais já foi obtida aprovação. É uma possibilidade a ponderar, tendo sempre presente que há alunos que se desleixam e facilitam ao longo do ano, tendo piores resultados porque sabem que prevalece a classificação mais elevada. Aplica-se o provérbio “fia-te na virgem e não corras”.

Haverá sempre o recurso no 11.º ou 12.º anos aos exames de equivalência à frequência nas disciplinas com piores resultados melhorando a classificação do secundário. Esta parece-me uma solução mais adequada, quer pela obrigação relativamente à preparação, quer porque o aluno já estará intelectual- mente mais maduro, quer porque exige apenas a preparação para esses exames. A experiência demonstra que será uma boa solução, até porque a carga horária do 12.º ano é reduzida. O futuro prepara-se resolvendo os problemas do presente com escolhas informadas e racionalmente fundamentadas.

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