Autoestima

Voz à Saúde

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Ana Paula Silva

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Errar é humano, por isso relativize e aprenda.
Nem tudo depende de si ou gira à sua volta, por isso não esteja sempre a personalizar.
Pare de dar ouvidos àquela voz interior que só diz mal de si e da vida.
Acredite em si, pois não é mais nem menos que os que o rodeiam.

Quantas vezes fica com medo que algo corra mal e que os outros fiquem com uma imagem negativa de si? Quantas vezes se culpabiliza por coisas que fez e que não fez? Quantas vezes ouve dentro de si uma voz que lhe diz: “Sou um inútil”, “Nunca faço nada bem”.
A autoestima consiste numa avaliação subjetiva que alguém faz de si próprio. Rosenberg (1965) define autoestima como uma avaliação que o indivíduo faz sobre si mesmo, que é expressa no sentido positivo ou negativo, dependendo se ele aprova ou não o resultado. Alguém com uma autoestima elevada aceita a sua identidade e sente que tem valor (tem sentimentos positivos sobre si mesmo). A baixa autoestima surge da desvalorização de si mesmo, através de uma autoavaliação negativa.

Os sentimentos de vergonha, ansiedade, auto depreciação, culpa, paralisia e impotência integram o quadro psíquico da autoestima baixa. Esta influencia todos os campos da vida pois uma pessoa que não gosta de si própria fixa-se nas suas características desfavoráveis e não consegue ver o lado positivo das situações - “o copo está sempre meio vazio”. Se a pessoa não se sente segura para gostar de si própria, não consegue acreditar e aceitar o afeto do outro, e assim, não estabelece relacionamentos satisfatórios.

A autoestima é uma atitude para consigo próprio, a forma habitual de pensar, sentir e comportar-se consigo. No entanto, a autoestima é uma consequência e não uma condição, e por isso é mutável. Uma consequência depende de uma acção que tem por trás um motivo muitas vezes desconhecido. O autoconhecimento serve para descobrirmos esse motivo, para mudar a acção e assim mudar a consequência.

A autoestima não é inata, ela é adquirida e ocorre como resultado da história de cada pessoa. A diferença individual está nesta história única e complexa de contingências que forma o repertório comportamental de cada um. A falta de afeto sentida ao longo do nosso desenvolvimento pode traduzir-se em sentimentos de vazio que origina uma baixa autoestima e, provavelmente, uma procura compulsiva por satisfação externa.

É importante que, quando estamos a olhar-nos ao espelho não perguntar: “O que vemos?” e sim “Como estou a ver-me?”, só isto abre-nos outras perspetivas. A pessoa tem de se ver e sentir como igual às demais (está comprovado a inexistência do ser humano melhor ou pior).
Quanto menos conhecimento temos dos nossos sentimentos, pensamentos e ações, mais controlados por estes somos e tendemos a repetir os mesmos padrões ineficazes na relação connosco, com o outro e com o mundo. É necessário que a pessoa descubra o que a impele a sentimentos e ações erradas, o que a leva a fazer continuamente exigências veladas ao outro que só prejudicam a relação, a responsabilizar o mundo pela vida que tem e autoflagelar-se diariamente por ser alguém “inferior”.

Praticamente as psicoterapias têm como objetivo orientar a pessoa para o autoconhecimento, - o insight, de forma a alcançar uma melhor perceção de seu comportamento e respetiva eficácia em relação ao ambiente e a si próprio.
A pessoa deve reformular o seu autoconceito e descobrir outro tipo de condutas que lhe permitam satisfazer as próprias necessidades. Ao percorrer este caminho de descoberta interior, valoriza-se enquanto pessoa e relaciona-se com o outro, nos vários contextos de vida, de IGUAL para IGUAL.

Pense nisto:
Tantas pessoas que têm “tudo” e continuam infelizes.
Às vezes somos nós mesmos que criamos obstáculos na nossa vida e nos agredimos constantemente, como se não merecêssemos ser felizes e acabando por ter a vida que contávamos - eu sei que é isto que vai acontecer, e não é que acontece mesmo!

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