O Doutor disse que o meu filho tem bronquiolite, o que é isso?

Voz à Saúde

autor

Bruno Melo

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A bronquiolite é uma doença aguda, provocada predominantemente por vírus (essencialmente o vírus sincicial respiratório), que leva a uma obstrução inflamatória dos bronquíolos (ramificações da árvore brônquica dos pulmões, responsável pela condução do ar entre os brônquios de maior calibre e os alvéolos, este último onde se realizam as trocas de oxigénio e dióxido de carbono). Deste modo, vai haver uma dificuldade na entrada de ar nos pulmões.

Nos primeiros 2 anos de vida, a maioria das crianças são infetadas pelo vírus sincicial respiratório. A maioria das bronquiolites são classificadas como leves, não necessitando de cuidados e internamento hospitalar.
Habitualmente a bronquiolite ocorre entre os meses de novembro e abril, podendo existir mais que um episódio durante estes meses.

A transmissão desta patologia realiza-se através do contacto com secreções respiratórias contaminadas, nomeadamente pelas gotículas infetadas expelidas com a tosse e pelo contacto com mãos que possuem secreções contaminadas.

O diagnóstico da Bronquiolite geralmente é apenas clínico, ou seja, através da colheita da história clínica e realização do exame objetivo pelo Médico. As manifestações clínicas iniciais desta doença são a febre (temperatura maior que 38ºC), rinorreia anterior (corrimento nasal), congestão nasal, tosse e recusa alimentar. Posteriormente, surge a sibilância (pieira, os gatinhos), irritabilidade, recusa alimentar e dificuldade respiratória, esta última traduzida, por exemplo, por adejo nasal (abertura das asas do nariz), tiragem intercostal (covinhas entre as costelas), taquipneia (respiração rápida) e apneias (pausas respiratórias).

Como medidas gerais, é aconselhada a elevação da cabeceira a 30º, ambiente tranquilo, lavagem e desobstrução nasal com soro fisiológico, hidratação, evitar fatores irritativos como o tabaco, medicação antipirética se tiver febre (paracetamol ou ibuprofeno) e fracionamento da alimentação (dar alimentação mais vezes e em menor quantidade).

E devem, agora, estar os pais a perguntarem-se, em como podem evitar a doença. Neste sentido, é importante que a criança não tenha contacto com pessoas com a sintomatologia atrás descrita, lavar adequadamente as mãos, não utilizar os lenços de papel usados, desinfetar objetos e superfícies e evitar ambientes com fumo.

Como sinais de alarme, os pais devem estar atentos, entre outras coisas, aos sinais de dificuldade respiratória, à febre que não cede à medicação antipirética e à recusa alimentar.
Em caso de dúvida, aconselhe-se com o seu médico. Cuide da saúde dos Seus!

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