Há dias, na Escola Secundária de Maximinos, em Braga, tive oportunidade de assistir à actuação da Tuna do Externato Infante D. Henrique, que ali se encontrava para abrilhantar a cerimónia de entrega dos diplomas aos alunos que, no ano anterior, concluíram o 12.º ano.
Foi um momento de grande envolvência cultural, uma vez que a tuna académica fazia a ligação entre os alunos que terminaram, no ano lectivo passado, na Escola Secundária de Maximinos, o Ensino Secundário, e que iniciam um novo percurso, agora no Ensino Superior. Aliás, a coincidência foi tal, que muitos alunos souberam qual foi a sua colocação no Ensino Superior, na própria escola, e momentos antes de se iniciar a cerimónia de entrega dos diplomas.
O elevado nível cultural que marcou essa cerimónia, ficou abrilhantada com a actuação da referida tuna, e ainda pela actuação musical do Prof. Jorge Antão e de Ana Sá, aluna do 12.º ano da Escola Secundária de Maximinos.
Uma vez que a Tuna Académica do Externato Infante D. Henrique está a celebrar 20 anos de existência, a Escola Secundária de Maximinos acabou, também desta forma, por prestar uma homenagem a um grupo que tem desempenhado um enorme papel na divulgação das tradições e dos costumes das freguesias que compõem uma parte significativa dos concelhos de Braga, Barcelos e V. N. Famalicão.
A Tuna Académica do Externato Infante D. Henrique nasceu em Março de 1989 e foi constituída por professores, alunos e funcionários da escola que lhe dá o nome. De início, o objectivo centrou-se apenas na ocupação de tempos livres destes elementos. Contudo, e à medida que o seu responsável máximo, professor Abel Gonçalves, entusiasmava e envolvia de forma crescente a comunidade, esta tuna passou por um processo de crescimento, que a levou a ser considerada, por alguns, como uma das melhores, e por muitos, como a melhor tuna do Ensino Secundário em Portugal.
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A evolução qualitativa que esta tuna tem demonstrado ao longo destes vinte anos de existência, deve-se, como já referi, ao seu “Magister”, Abel da Silva Gonçalves, cuja vida, toda ela dedicada à música, está marcada por um percurso de enorme qualidade e envolvência musical e cultural.
Como curiosidade, basta referir que esta tuna nasceu em 1989 e: tem a mesma idade da Tuna Académica da Universidade de Évora (fundada em 1989); tem mais um ano que a Tuna Universitária do Minho, a Tuna da Universidade Católica Portuguesa e a Tuna da Universidade Portucalense (fundadas em 1990); tem mais dois anos que a Tuna de Medicina do Porto, a Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto e a Tuna Académica da Universidade Lusíada de V.N de Famalicão (fundadas em 1991); tem mais três anos que a “A Azeituna” - Tuna de Ciências da Universidade do Minho (fundada em 1992); tem mais cinco anos que a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra (fundada em 1994); tem mais seis anos que a Tuna Universitária de Aveiro (fundada em 1995); tem mais sete anos que a “Augustuna” - Tuna Académica da Universidade do Minho (fundada em 1996); tema mais oito anos que a Tuna Académica de Lisboa (fundada em 1997); tem mais quinze anos que a “Tuna de La Universidade de León” e que a “Tuna Feminina do IPCA” (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (fundadas em 2004) e tem mais dezassete anos que a “Atituna” - Tuna Feminina da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto (fundada em 2006).
Como diz o Dr. Manuel Augusto M. de Araújo, presidente da Assembleia Geral da Alfacoop, esta tuna faz “criar emoções, sentir desejos, chorar a saudade, estimular o amor, viver a alegria, fazendo sempre a Festa” (1), numa região que é nossa e que merece ser divulgada.
1- I FIHT - Festival Internacional Henriquino de Tunas - Braga, 2009
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