Abril para sempre no IPCA

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Abílio Vilaça

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Na última década tem sido notável o percurso do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, mais vulgarmente conhecido como IPCA. São frequentes os destaques vindos a público pelos respetivos responsáveis da pasta da educação dos vários governos desde então. São muitos os elogios e comentários favoráveis que também têm sido feitos por responsáveis associativos, empresários, presidentes de câmaras municipais, bastonários de ordens profissionais, etc. Os ex-alunos encontram-se a trabalhar em empresas e entidades da região e do país, com resultados muito positivos.
Ao analisarmos com mais detalhe o trabalho desta academia, algo se destaca que vem confirmar o seu excelente trabalho. Senão vejamos. O IPCA iniciou a sua atividade com uma Escola Superior de Gestão, em Barcelos, e evolui para a criação de uma nova Escola Superior de Tecnologia e posteriormente para uma Escola Superior de Design no Campus do IPCA . Abriu em Braga um polo com Cursos Técnico Superior Profissional ais a que se seguiu em Guimarães um novo também de cursos da mesma tipologia. Em Barcelos a Escola Superior de Design avança para novas Instalações no centro da cidade , inicia-se no Campus do Ipca a construção do novo edifício para a Escola Superior de Tecnologia e recentemente foi anunciado a criação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo em Guimarães.
Como se pode verificar assiste-se a uma progressão extraordinária com o mérito de, desde a sua fundação, ministrar ensino superior politécnico em regino diurno e pós-laboral e de ter já recebido inúmeras distinções nacionais e internacionais por trabalhos e investigação científica efetuada, Tudo tem sido feito de forma muito sustentada e curiosamente ainda assim mantendo as propinas mais reduzidas do país.
Num período em que o ensino superior público e privado teve de se reorganizar, para a implementação do processo de Bolonha (documento conjunto assinado pelos Ministros da Educação de 29 países europeus que marca uma mudança em relação às políticas ligadas ao ensino superior dos países envolvidos e estabeleceu em comum um Espaço Europeu de Ensino Superior dos países signatários em promover reformas dos seus sistemas de ensino) e pela necessidade de garantir a sua sustentabilidade, assistiu-se ao ao redimensionamento de muitas universidades e institutos politécnicos.
O IPCA é por isso uma instituição que tem pautado a sua ação por estar intimamente ligada ao tecido empresarial da região e tem acompanhado as tendências de evolução das tecnologias e da oferta formativa que a região tem necessitado para vencer os desafios que se colocam ás empresas e organizações que têm contratado quadros técnicos por ele preparados.
O resultado desta evolução está naturalmente intimamente ligado aos seus profissionais aos vários níveis de responsabilidade. É certo que os profissionais e docentes do IPCA têm muita responsabilidade por tudo o que se vai alcançando, numa economia onde o acesso ao ensino superior é livre e existe concorrência ativa. Reconhecendo-se as qualidades da força laboral, o seu principal ativo, importa compreender como essa força humana se liga entre si e como se organiza para tão distintos e nobres resultados. Será o modelo de funcionamento? Será a cultura da organização? Será a exigência pela qualidade e a responsabilidade de estar a responder á exigência das empresas e á competição no mercado global?
Muitas questões se poderão colocar, porém no passado dia 25 de abril, eis que começa a compreender -se o que realmente se passa. O IPCA, nesse dia, foi palco das comemorações do dia 25 de abril de 1974, dia da Revolução e da reconquista da Liberdade em Portugal em parceria com a Câmara Municipal de Barcelos. Uma data muito significativa para Portugal, para a Educação e para o Ensino Superior. O quanto Portugal mudou em 43 anos, para melhor!
As comemorações iniciaram-se com dois excelentes momentos musicais, arpa e violino e um coro mito jovem que despertaram para as comunicações que se seguiram, umas de cariz mais político e outras de matriz académica relevando o trabalho que o IPCA já realizou em prol do concelho de Barcelos, da região e do país, pela voz do principal protagonista o professor doutor João Batista Carvalho. Seguiu-se um aplauso unânime e uma ovação com todos os participantes de pé a aplaudir a sua brilhante comunicação. Seguiu-se também uma excelente reflexão sobre a liberdade, a democracia e a cidadania que nos trouxeram até aos dias de hoje. Estivemos perante lições que devem ser dadas e que demonstram que o 25 de abril de 1974, fez bem a Portugal e aos portugueses.
Os desígnios de abril estão presentes no IPCA e de tal forma que a autarquia atribuiu ao professor doutor João Batista Carvalho, a mais alta distinção do concelho. Fê-lo num momento importante da vida da academia e na personalidade que melhor representa o espírito do IPCA, uma academia combativa, trabalhadora e empenhada a ajudar a mudar Portugal para um novo patamar de qualidade e de presença no mundo.
Parabéns ao IPCA e parabéns ao município.

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