É impressão

Escreve quem sabe

autor

Joana Silva

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Imagine que vai conhecer alguém pela primeira vez. A sua atenção dirige-se para que aspetos?! A forma de estar? O tom de voz? O que diz? O sorriso? A forma como está vestida? Estes parâmetros no seu conjunto podem definir a “primeira impressão”! Diariamente formamos opiniões acerca das pessoas com as quais normalmente interagimos, todavia, este fenómeno também é transversal a quem não conhecemos ou vê-mos pela primeira vez.

Neste sentido, pode dizer-se que a “primeira impressão”, é uma espécie de avaliação da personalidade/caracter dirigida à pessoa com a qual estamos a interagir em questão de segundos/ /minutos. Já se questionou, porquê que não tem empatia (o mesmo que se diz popularmente, “ não simpatiza”) com determinadas pessoas? E há ainda quem vá mais além, e reporte para as energias no sentido em que parece que sentem más energias e que estas provocam mal-estar. Na realidade quer queiramos ou não, temos uma tendência para avaliar e tirar ilações das pessoas seja pelo que ouvimos, seja pelo que observamos.

À “primeira impressão” prende-se a intuição. Mas será a intuição, falível ou infalível, eis a questão! Por forma a clarificar tomemos o seguinte exemplo: Um novo chefe de trabalho. Logo num primeiro contacto e em questões de segundos tende- se a observar a linguagem corporal como por exemplo a sua forma de estar. Suponha que este sorri. O sorriso fará deste chefe uma pessoa simpática e acessível?! Talvez. Para algumas pessoas sim, para outras não. Sabe porquê? Porque as impressões estão interligadas a medos e a experiencias negativas do passado e tendemos a transpor para o presente e relacionamos com os acontecimentos presentes que nos surgem.

Há quem possa considerar que sorrir num primeiro contacto dá pouca credibilidade e não é postura de chefe. Isto porque tende-se a ir buscar memórias anteriores de outros contactos anteriores com pessoas que nos deixaram marcas positivas ou negativas. A interpretação da “primeira impressão” é sempre diferenciada.

Assim sendo, é uma memória positiva se o sorriso se associar a um chefe bom antigo que sorria muito. É uma memoria negativa se o chefe antigo era mau e mal-intencionado apesar de sorrir muito. Um segundo exemplo. Suponha que conhece alguém que fala muito mas que tendência para falar compulsivamente da vida dela e dos outros. Algumas pessoas podem interpretar no sentido da compaixão, e fazem comparação com outra pessoa que conheceram como tratar-se de alguém carente emocionalmente.

Outras porém podem associar de forma negativa como alguém que vive da (in) felicidade alheia profundamente insatisfeito com a vida. Todos nós temos experiências e histórias que carregamos na mente e no coração e que influenciam posteriormente o nosso comportamento e emoções perante as pessoas. Mas independentemente da opinião positiva ou não que criamos no primeiro impacto, todos gostámos de ser bem recebidos e tratados logo o sorriso é a melhor indumentaria que se pode vestir. O sorriso mostra recetividade. As características que encontramos nos outros refletem a nossa personalidade.

Atribuímos muita importância à “primeira impressão” mas nem sempre é a correta. Algumas opiniões tomadas repentinamente alterámos ao longo do tempo, outras efetivamente não. Uma verdadeira opinião só é tida como válida quando conhecemos a fundo e verdadeiramente a pessoa. Como diz o ditado popular, “Depressa e bem, há pouco quem. Depressa e mal, é o geral.” Assim para não cometer erros, deixe fluir, o tempo mostra o verdadeiro caracter da pessoa e a “impressão certa”.

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