Más companhias

Escreve quem sabe

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Joana Silva

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A amizade, tal como, o amor (o “sentir-se amado (a)), é um dos suportes emocionais mais poderosos que existe para o ser humano. É também um forte auxílio na doença mental ou física, porque sem amigos (as) “não somos ninguém”.

A amizade é sinónimo de “sentido de pertença” seja a ideais, a partilhas, a sorrisos. Precisámos sempre de alguém, mas também somos importantes para outras pessoas que precisam igualmente de nós. Desejámos amizades que nos amparem emocionalmente, que nos fortaleçam nas nossas fraquezas diárias. Há quem afirme categoricamente, que amizade tornou-se um mito fruto de uma sociedade que “está muito doente”. Talvez… mas cada um(a) poderá dizer por si, pela história de vida. Crescemos a ouvir Nunca te metas com más companhias!” e associamos de imediato a comportamentos desviantes como o mundo da droga, do álcool entre outros. Mas!... Não precisámos de enveredar por esses caminhos para estarmos rodeados de “más companhias”.Na verdade, os comportamentos relacionais não saudáveis ou tóxicos podem conduzir a caminhos da doença mental (depressão, ansiedade generalizada, fobias entre outras patologias de sintomatologia mais grave) e até mesmo a doença física (a somatização). Cada vez mais, fazemos questão de manter laços de amizades que em nada contribuem para o nosso bem-estar, muito pelo contrário, desgastam, só porque sim no sentido de “ver o que dá”…ou para não se ficar só.

Já alguma vez se sentiu sozinho(a) rodeado de amigos (as)? De cada vez que sai com os (as) seus (suas) amigos (as) sente mau - estar e até irritabilidade e frustração? Se respondeu sim, o mais certo é que as companhias que o rodeiam poderão não ser as melhores. No entanto, também lhe cabe a si fazer uma auto análise das razões pela qual não se sente bem ou confortável. Sabia que é possível mascarar a amizade?! É a mesma situação quando mascaramos com um sorriso o rosto a fim de esconder a tristeza que está no coração. Surpreendido(a)? Observe, quantos grupos de amizades não são apenas de aparência?! Sim, leu bem… de aparência em que aparentemente se relacionam muito bem envolvidos pelos sorrisos e confidencialidades. Isso porque apenas viu, tem de observar mais a fundo… aos detalhes! Irá com certeza aperceber-se que muitas vezes são relacionamentos de amizade tóxicos onde o lema é “cada qual por si”.

Quase nunca há agressão verbal (de chamar nomes) mas sim comportamental. Uma amizade implica duas ou mais pessoas. Há sempre um(a) explorado (a) que quase sempre tem auto - conceito e baixa-auto estima. Do outro lado está o vilão/vilã, ambivalente muitas vezes em períodos de elevada autoestima “Eu sou o máximo” e baixa autoestima (inseguranças) “Não é nada de especial, mas está a ser o centro das atenções!”. Não espere que o(a) elogiem… muito pelo contrário, prepare-se para uma critica imediata mas imperceptível. A agressividade é escondida por meio de palavras inofensivas (“Não sei como consegues andar assim…” ) porque tudo incomoda , desde a forma de estar, o falar, o sorrir , o que tem e até mesmo o que não tem. As “más companhias” ou amizades toxicas focam essencialmente no brilho dos outros e esquecem-se que também o tem, mas simplesmente não o veêm ou reconhecem porque o seu interesse é no “querer” o brilho do outro. As pessoas hoje em dia tem medo de ficar sozinhas e portanto frequentemente “sujeitam-se” a este tipo relacionamentos. Mas efetivamente estão mesmo acompanhadas, mais sozinhas (os) do que nunca.

Posto isto, deseje o melhor para si! Liberte-se! Não tenha medo de romper laços com um(a) inimigo(a) disfarçado de amigo(a) mesmo que implique ficar só. Você merece ser rodeado de pessoas que gostam de si verdadeiramente. Tem sempre a oportunidade de fazer novas amizades, e acredite, basta querer. O querer tem muita força! Queira para si boas amizades, que sejam de paz, de preenchimento do vazio interior, conforto emocional compreensão e não de desgaste.

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