Fobias

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Ana Paula Silva

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Medo e fobia não são a mesma coisa. O medo quando é excessivo transforma-se em fobia e passa a ser um distúrbio patológico.
O medo é uma emoção normal que pretende alertar o ser humano dos perigos que o rodeiam. Se não houvesse medo, seria difícil a sobrevivência do ser humano. O medo serve de proteção, sendo um sinalizador contra perigos reais.
Fobia é uma espécie de medo acentuado desproporcional e persistente ante a antecipação de um objeto/animal/situação que sugere pouco/nenhum perigo real, provocando intensas reações físicas e psicológicas.

O medo passa a ser patológico (fobia), quando é exagerado, está fora do controlo voluntário, não se consegue eliminar racionalmente, é prolongado no tempo e interfere significativamente na qualidade de vida da pessoa.
Fobia deriva da palavra grega “phobia” ligada a “phobos” que era uma divindade grega. Afrodite, (deusa do amor), e Ares (deus da guerra), tinham um filho chamado Phobos. Diz a lenda que ele acompanhava o pai no campo de batalha, sendo a sua função injetar medo no coração dos soldados inimigos, para que na hora da luta eles se acovardassem e fugissem.

Estima-se que as fobias tenham uma prevalência entre 4.5 a 11. 8 %. Todavia, são poucas as pessoas que procuram ajuda psicológica, uma vez que aprendem a sofrer com estes medos irracionais.
Está-se num estado fóbico quando a ansiedade sentida é excessiva em relação ao perigo real que a experiência representa.

SINTOMAS DAS FOBIAS
• Sentimento de pânico incontrolável, terror ou temor em relação a algo sem perigo real
• Consciência que o medo sentido é irracional e exagerado, mas mesmo assim não consegue controlar.
• Sensação de que deve fazer todo o possível para o evitamento.
• Incapacidade de se manter na presença do estímulo agressor.
• Necessidade irracional de fuga.
• Presença e aparecimento de algumas reações físicas e psicológicas, como por exemplo: suores, tremuras, taquicardia, apertos no peito, sensação de pânico e ansiedade intensos, pensamentos catastróficos, etc.. > Três tipos principais de fobia:
• Agorafobia: ansiedade intensa que leva ao evitamento de locais/situações específicas das quais a fuga possa ser difícil ou não ter ajuda caso tenha um ataque de pânico.
• Fobia social: medo persistente e excessivo de ser humilhado ou ficar embaraçado em público.
• Fobia específica: medo persistente e excessivo habitualmente circunscrito a um objeto/ situação, que não uma situação de exposição pública ou medo de ter um ataque de pânico.
Fobias mais comuns:
• Acrofobia - medo extremo de alturas
• Agorafobia - medo de estar em espaços abertos cheios de pessoas
• Aicmofobia - medo de agulhas/seringas
• Aracnofobia - medo de aranhas
• Cinofobia - medo de cães
• Claustrofobia - medo de lugares apertados
• Coulrofobia - medo de palhaços
• Insectofobia - medo de insetos
• Nictofobia - medo do escuro
• Odontofobia - medo do dentista
• Ofidiofobia - medo de cobras
• Zoofobia - medo de animais

Como se origina?
A causa de muitas fobias ainda é desconhecida, contudo, certos eventos são causa direta para o aparecimento das fobias, sendo estas provenientes de processos mentais errados que a mente desenvolve a partir de uma experiência traumática passada.
Tratamento de Fobia
Se uma pessoa tem um medo que a impede de levar uma vida normal, deve procurar a ajuda de um especialista.
O tratamento para a fobia tem como objetivo reduzir a ansiedade e o medo, ajudando a gerir as reações físicas e psicológicas.
O objetivo geral da intervenção terapêutica é modificar e ganhar controlo sobre o comportamento e o medo.

Apesar da utilização de uma série de técnicas psicoterapêuticas, a pessoa que tem a fobia deve questionar-se sobre as razões de se sentir ameaçada, isto é, tentar aprofundar as causas mais profundas do medo específico e interrogar-se sobre o que realmente receia. Importante combater as manifestações da ansiedade, mas também descobrir e compreender a significação dos sintomas.

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