Ranking Europeu de Inovação 2017

Ideias

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Vasco Teixeira

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OPainel Europeu da Inovação (PEI) fornece uma avaliação comparativa do desempenho dos países da União Europeia (UE), e de alguns países terceiros, em matéria de investigação e sistemas de inovação. O Painel de Inovação abrange o sistema de inovação no seu conjunto e avalia as capacidades de inovação dos setores público e privado. A apresentação dos resultados do Painel da Inovação de 2017 da UE (referente ao ano de 2016), é acompanhado pelo Painel de Avaliação da Inovação Regional (PAIR) para classificar 220 regiões da UE.

Em comparação com o PEI, o PAIR coloca um maior enfoque no desempenho das pequenas e médias empresas. Grupos de desempenho regionais tal como no PEI, que classifica os países em 4 grupos de desempenho em matéria de inovação, as regiões da Europa foram classificadas nas categorias Líderes da Inovação regional (53 regiões), Fortes Inovadores regionais (60 regiões), Inovadores Moderados regionais (85 regiões) e Inovadores Modestos regionais (22 regiões).
Nesta nova edição foi introduzido um novo sistema de medição, utilizado no âmbito do Painel Europeu da Inovação distingue 4 tipos principais de indicadores e 10 dimensões da inovação, que contêm, no total, 27 indicadores diferentes.

Algumas das principais conclusões destas avaliações:
- Na sua apreciação ao PEI, a Comissão Europeia sublinha que “o desempenho da União Europeia em matéria de inovação no ano passado continuou a melhorar, não obstante os progressos observados de modo desigual em toda a Europa”.
- Relativamente a Portugal integrado no grupo de Inovadores Moderados, ocupa o 14.º lugar entre os 28 Estados-membros no ranking europeu de inovação. O relatório do Painel Europeu da Inovação, atribui a Portugal uma classificação de 83 pontos para 2016 (numa escala até 175), menos 2 pontos que em 2015.
- A União Europeia está a aproximar-se dos Estados Unidos, mas está a perder terreno face à Coreia do Sul e ao Japão A nível mundial, a UE é menos inovadora do que a Austrália, o Canadá, o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos. O Japão registou uma melhoria do desempenho mais do que três vezes superior à da UE, ao passo que a da Coreia do Sul foi mais do que quatro vezes superior à da UE.
- A Suíça continua a ser o país mais inovador da Europa. A Suécia é, uma vez mais, líder da inovação na UE, seguida da Dinamarca, da Finlândia, dos Países Baixos, do Reino Unido - pela primeira vez líder de inovação - e da Alemanha. A Islândia, Israel e a Noruega são Inovadores Fortes, com desempenhos superiores à média da UE.
- Os líderes da UE em áreas específicas de inovação são: Dinamarca - recursos humanos e ambiente propício à inovação; Luxemburgo - sistemas de investigação atrativos e ativos intelectuais; Finlândia - financiamento e apoio; Alemanha - investimentos empresariais; Irlanda - inovação nas PME e impacto no emprego; Bélgica - redes de inovação e colaboração; Reino Unido - efeitos das vendas.
- Existem igualmente centros de inovação regionais nos países de inovação moderada, como demonstrado pelo PAIR: Praga na República Checa, Bratislava na Eslováquia e o País Basco em Espanha.
- A região mais inovadora na UE é a de Estocolmo, na Suécia, seguida de Hovedstaden, na Dinamarca, e do Sudeste do Reino Unido. A região mais inovadora na Europa é Zurique, na Suíça.
- O desempenho aumentou em todas as regiões da Áustria, da Bélgica, da França, dos Países Baixos, da Noruega, da Eslováquia, da Suíça e do Reino Unido e em mais de 50% das regiões da Grécia, da Itália, da Polónia e da Suécia. O desempenho diminuiu em todas as regiões da Roménia e em mais de 50% das regiões da República Checa, da Dinamarca, da Finlândia, da Alemanha, da Hungria, de Portugal e de Espanha
- A especialização em Tecnologias Facilitadoras Essenciais melhora o desempenho da inovação regional, especialmente em materiais avançados, biotecnologia industrial, fotónica e tecnologias de fabrico avançadas.
- Em termos globais, a inovação na UE tem visto o seu desempenho melhorar, sobretudo em matéria de co-publicações internacionais, difusão da banda larga, número de licenciados e doutorados e formação nas TIC.
- Os investimentos de capital de risco e a percentagem de PME que introduzem inovações têm estado em forte declínio.
- Nos próximos dois anos, a Comissão Europeia estima que o desempenho da inovação deverá aumentar 2%.

Estes resultados anuais do PEI e PAIR são importantes para aferir da necessidade de alterar/melhorar as medidas e programas para estímulo à inovação nacional e regional. É necessário que a UE continue na sua trajetória de aposta contínua no investimento para melhorar o seu desempenho no domínio da inovação para que seja cada vez mais competitiva a nível mundial. Devemos continuar a investir mais em Ciência e Inovação e a estimular a valorização económica do conhe- cimento cientifico. É importante continuar a apostar no aumento do número de empresas inovadoras, no investimento em capital de risco, na inovação nas PME, no desenvolvimento de processos e serviços industriais, nos pedidos de patentes, nas exportações de produtos de alta tecnologia e nas vendas de produtos inovadores.

A iniciativa Estratégia Europa 2020 para uma economia inteligente, sustentável e inclusiva apresenta como um dos objetivos atingir a meta de investimento de 3% do PIB da UE em Investigação e Desenvolvimento até 2020. Sendo um investimento fundamental para o futuro da Europa, poderá resultar na criação de 3,7 milhões de empregos e no aumento do PIB anual em 795 mil milhões de euros, até 2025.

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