Mulheres !!!...

Ideias

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Borges de Pinho

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Retirando-se qualquer carga negativa ou preconceito que o título possa sugerir devido à sua sonorabilidade, “alimentada” e “acentuada” por uma pontuação exclamativa acoplada a reticências, impõe-se-nos exarar que não alinhamos em recorrentes e antiquados “machismos” ou em negativismo em termos de “género”. E sua falada mudança, diga-se, possível a partir dos 16 anos de idade, e com direito a retorno... se não se gostar!... O país está mesmo louco e vem sendo dirigido por políticos lunáticos, de avançadas e loucas ideias, curiosamente “esquerdalhotas” ou do mesmo jaez, e... não há nada a fazer!... Não nos desligando das mulheres que pontuaram e vêm pontuando, e perfumando, a nossa vida, sejam elas velhas, de meia idade, jovens ou crianças, a pura verdade é que tão só se pretende evocar e tecer alguns considerandos sobre figuras que “marcaram” e vêm vingando na vida pública e política do país, e cuja presença, actuação, inteligência, intervenção e atitudes nos suscitam observações, críticas e comentários, que, note-se, não se pretende projectar como desrespeitosos, lesivos ou ofensivos de suas personalidades.
Sem esquecer as mais valias de uma Maria Barroso, da Zézinha e outras, algumas envoltas já no respeito de uma saudade, não conseguimos deixar de referir e recordar as “nossas” antigas “presidentas”, como a Manuela do Eanes, a Maria José Rita do Sampaio e a Maria do Cavaco, aliás todas com particulares e especiais perfis e papel relevante na vida pública e político-social de seus maridos, o que se anota e regista. Mormente a Maria Cavaco, de olhar penetrante, zelosa atenção e cuidada vigilância a tudo o que se ia passando ao redor, escutando, acenando com a cabeça, dizendo “amens”, subtilmente “orientando” as operações e “localizações”, a configurar-se e a perfilar-se de todo como um recorrente “apêndice” e insólito “adesivo” do presidente. A quem pomposamente acompanhou, estando presente e “falando” directamente (?) aos portugueses numa famosa, oficial, inesquecível e muito falada mensagem presidencial de fim de ano ante as câmaras da TV. Lembram-se ainda da “presidenta”!?... O marido, grato por tanta atenção e zelo conjugal, até acabou por vir a “medalhar” o seu estilista!...
Mas importa dizer-se que, salvo alguns “excessos” dispensáveis pelas suas vanidade e ridículo, tais primeiras damas configuraram-se sempre como uns “apêndices” delicados, respeitados e presentes na vida da Nação, não descurando as suas acções e funções oficiais e dispensando cuidadosa atenção a muitos problemas do povo em termos humanísticos, sociais e de solidariedade, com atitudes e presenças de manifesta mais valia.
Daí que, não se conhecendo ao Marcelo nenhuma primeira dama que em concreto se afirme, se apresente e intervenha como tal, se lamente tão penosa situação e estado de vida pois estamos em crer que as acção e presença de tal figura junto de um tão “especial” presidente, para mais envolto num mundo de “geringonços” e sempre em rotação e reboliço com as selfies, abraços e afectos, contribuiriam para um maior sossego, outra calma, acrescida esperança e mais serenidade na vida do país, e até ... menos trabalho aos media.
Ainda falando de outras “mulheres” dos nossos dias, que vêm enchendo as TVs, páginas dos jornais e redes sociais, há que referenciar as “avós” Ferreira Leite, Ana Gomes e algumas outras, sempre a mexericar e a intervir em tudo quanto respeite a política nacional, internacional e partidária, desempenhando com arte e arreganho um papel de “actrizes” de intervenção e influência, um pouco à semelhança da bloquista Catarina, intensamente muito activa.
Ela própria actriz de raiz e por natureza, com um “desempenho” excelente de “presença” e “acção” no Bloco e no palco da geringonça, aliás bem acompanhada por outras figuras como as Mortáguas, a Ana Mendes do PS, a Avoila das greves e manifestações, a Constança, “ex” dos polícias e incêndios, a Cristas da cristã democracia, a Ana Catarino do cãozinho perdido, o Kiko, a Francisca dos tribunais, animais e “coisas” especiais, a Heloísa Apolónio, uma “madura” entre os Verdes, a Cândida do consulado de P. Monteiro, a Morgado de outros regadios, a Edite das letras, etc., etc, sem esquecer a secretária de Estado que se assumiu pela diferença e muitas outras mais, também referenciáveis.
Todas umas “artistas” de fina água, algumas com propensão para lágrimas, apartes, ditos e observações estúpidas mas que podiam partici- par a contento nas novelas da SIC e da TVI, dispensando-as de “castings” e “buscas” de talentos entre o “refugo” de alguns programas, como “Morangos com Açúcar” e outros.
E com a certeza de boas interpretações e desempenhos, ainda que alguns controversos, discutíveis, incómodos e pontualmente chocantes em termos de usos, tradições e moralidade comum, com ou sem bolinha vermelha ou restrição de horá- rio.
Aliás, o povo já se acostumou a programas menos próprios, a “arruaças”, “insultos”, “malcriadices” e “regateirices” na TV Parlamento e outros canais generalistas, mormente quando trazem a público comentários, entrevistas, afirmações, dislates e outras cenas em que figuras públicas, sem destrinça do género, se deixam “apanhar” em atitudes e palavras que revelam e mostram muito de sua personalidade, esconso ser e mais profundo sentir, e isto em gente tida por respeitável, sensata, séria, honrada e íntegra.
E se de momento é irrelevante falar de mercados, feiras e “cenas” usuais em campanhas eleitorais e certos actos públicos, mormente das “beijocas” de carolas fanáticas, das palmas e sorrisos de comparsas, dos “comes” e “bebes” de muitos “feirantes” da política, “revolvem-se-nos” as “entranhas”com a memória das “malcriadice”, “irritação”, “destempero” impulsivo e insólita “javardice” do Sócrates quando um entrevistador lhe fez perguntas sobre os seus rendimentos face ao modo de vida.
Como aliás ficámos em “estado de choque” ao constatarmos a “cultura” política, “patriótica”, “partidária” e “estulta” de figuras como Fernando Gomes, Renato Sampaio, Camões, Vasconcelos, outros e muitas outras na apresentação de mais um livro por ele escrito (!?), sendo de sublinhar e de registar, para memória futura, o “carinho” e “afecto” pelo autor das damas presentes, e seus “beijos”, palmas, risos e esgares de incontrolável prazer. E sem qualquer afirmação ou destrinça de “género”, ficamo-nos por aqui num reticente silêncio, ainda que concluindo como começámos, com uma sonora e espressiva exclamação: Mulheres!...

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