Povo de Lamas festejou as suas festas antoninas

Braga

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Marta Amaral Caldeira

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O povo de Lamas venerou ontem o Santo António, mais uma vez. A majestosa procissão foi um dos pontos altos das cerimónias solenes que ontem culminaram as festividades.
Há 20 anos que as Festas em honra de Santo António foram recuperadas e desde então, Lamas tem dinamizado as festividades ininterruptamente.

Reza a história que a Capela de Santo António foi erguida com base num pequeno nicho ao Santo António que ali existia e em 1668 cinco lavradores de Lamas associaram-se então para construir uma capela maior e mais digna, tendo as obras terminado em 1678/79 - 10 anos depois. Depois de construída a capela, o Lugar da Cabrainha até então designado, passaria a denominar-se Lugar de Santo António, em nome da capela erguida para honrar o santo.

Pormenores históricos estudados pelo presidente da Junta de Freguesia de Lamas, João Alves, que ontem recordou à reportagem do ‘Correio do Minho’ o facto de no séc. XVII ter começado uma grande devoção ao Santo António, tendo desde então proliferado capelas em sua homenagem um pouco por todo o mundo e também aqui em Lamas.

Oralmente o povo contava que a capela havia sido construída por um ‘criado de servir’ de Jacome - um nome que figura da lista dos cinco lavradores que ergueram o templo.
“Esta é uma festa que está enraizada no povo de Lamas, é antiquíssima e que cada ano tem sempre o seu brilho, e mesmo que seja pequena é uma festa que se faz sempre”, frisou João Alves.

José Carlos Ferreira, da Comissão de Festas em honra de Santo António - onde é acompanhado na mordomia por Álvaro Alves, Filipe Costa, André Alves, Francisco Gomes, Francisco Ferreira e Pedro Moreira, Isabel Cunha, Maria José e Marta Moreira - faz questão de agradecer publicamente a todos quantos ajudaram a tornar possível mais uma edição do Santo António.

“Agradeço a todos aqueles que ao longo do ano foram até nós e nos ajudaram a angariar fundos para as festas através das várias iniciativas que fomos promovendo, como churrascos e bifanas, e que foram muito importantes para que conseguíssemos pôr a festa em pé”, disse José Carlos Ferreira.

O responsável deixou, no entanto, um apelo, para que “as famílias de Lamas se unam e ajudem a organizar a festa, com vista a não deixar perder esta tradição da nossa terra, que é sempre um motivo de convívio e de alegria para todos”.

Santo António venerado com majestosa procissão

A Procissão em honra de Santo António é um dos momentos em que o povo de Lamas exibe a sua veneração, partindo da sua capela, no Lugar de Santo António. Acompanhado pelos andores de Jesus, São Sebastião, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora do Ó, o andor florido de Santo António saiu em cortejo, ao fim da tarde de ontem, para percorrer as principais artérias da localidade, sendo seguido pelos muitos fiéis e seus devotos, ao compasso imprimido pelos Escuteiros de Figueiredo.

Firmino Marques, vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, que tem grande proximidade com a população de Lamas, onde vivia a sua avó Luísa - figura que o marcou muito a vida - foi uma das personalidades que ontem fez questão de marcar presença nas cerimónias solenes a Santo António.

Recordando os tempos de outrora, mesmo no centro da cidade de Braga, onde viveu a juventude, Firmino Marques lembrou as festividades antoninas que em cada canto se celebravam e onde os jogos populares como o jogo do púcaro, da malha, entre outros, que serviam de diversão.
“É o santo casamenteiro e em Braga houve sempre também devoção ao Santo António e lembro-me de quando era menino fazer com colegas o andor e pedirmos um tostãozinho para o santo antoninho”, recordou, dizendo que aí os tempos de dificuldade, mas as pessoas de cada lugar eram muito unidas.

Henrique Oliveira, que integra a Fábrica da Igreja de Lamas, assinala a importância de manter festas como esta. “Acima de tudo, trata-se de manter bem vivas as nossas tradições, mas para isso é também preciso que o povo tenha e sinta esta predisponibilidade de participar e nestes momentos que Lamas dedica a Santo António”.
A festa fez-se também de animação, mas na programação é o fogo-de-artifício e piromusical que a população mais aprecia.

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