Vila Verde: Festa do Caldo do Pote recupera o sabor da boa gastronomia campestre

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Festa do Caldo do Pote acontece no próximo sábado, dia 16, em Sabariz - Vila Verde. Mais de 20 caldos diferentes, feitos em potes de ferro sobre o lume, vão ser servidos num evento de grande animação popular

Os antigos potes em ferro estão, de novo, no centro de todas as atenções em Sabariz, no concelho de Vila Verde. A população local e das freguesias vizinhas do Vale do Homem trabalham já para que tudo esteja pronto para, no próximo sábado, servir a mais de mil pessoas os sabores dos caldos feitos à moda antiga da aldeia.

É a Festa do Caldo do Pote, num serão de sábado que promete muita animação. Cerca de duas dezenas de homens e mulheres vão dedicar-se a confecionar os mais diversos caldos, com os potes em ferro, sobre o lume de diferentes fogueiras a lenha espalhadas por um terraço ao ar livre.
Este ano houve uma preocupação em procurar potes maiores. Pela primeira vez, vai ser usado um pote com 100 litros, a par de outro com 80 litros.
Estão previstos 24 caldos diferentes, estimando-se que venham a ser confeccionados cerca de 1.500 litros de caldos à moda antiga, sem recurso a aparelhos elétricos e com produtos hortícolas colhidos do campo e oferecidos pelas pessoas da terra que vão estar a preparar os caldos.
É um desafio para um final de tarde de sábado com muito convívio e recordação da saudável gastronomia campestre do interior minhoto. No recinto da sede da Junta de Sabariz, no centro da freguesia, a festa inclui uma feira de produtos agrícolas e animação popular.
Integrada Na Rota das Colheitas promovida pelo município de Vila Verde, a Festa do Caldo do Pote é organizada pela Junta de Freguesia e pela Associação Popular de Sabariz.

É um evento anual de grande mobilização popular, que junta gentes vindas de todo o País. E incentiva a população para a recuperação dos antigos potes de ferro, considerados hoje verdadeiros artigos de luxo e com grande procura no Norte da Europa, que foram deixados quase em desuso por força de alternativas mais cómodas, mas muito longe de trazerem melhores benefícios para os consumidores.

Couves, repolho, nabos, nabiças e os mais variados feijões, sem esquecer as boas carnes campestres, fazem parte do leque de ingredientes para a confeção dos diferentes caldos, que incluem ainda a farinha e também a batata esmagada à colher - tal como no tempo das boas cozinheiras deste mundo rural em que não havia varinhas mágicas.

Num ambiente de festa e boa animação popular, todas as pessoas, de diferentes idades, podem provar os caldos que entenderem. A entrada tem um preço de três euros, que inclui a oferta de um ‘kit’ (com malga, colher e broa) que permite o acesso a todas os caldos.

No recinto, que abre ao público a partir das 17h00 mas onde os caldos são servidos apenas a partir das 19h30, estão ainda disponíveis pataniscas - confecionadas igualmente sobre lume a lenha - e bolos elaborados por mãos sabidas de antigos e de novos.

*** Nota da Rota das Colheitas ***

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