2018 será um marco na vida da Casa de Saúde do Bom Jesus

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José Paulo Silva

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P- Esta semana assinalou-se o Dia Mundial da Saúde Mental. A saúde mental é uma área de pouco investimento público em Portugal?
R - A saúde mental continua a ser uma das especialidades que a nível de recursos é deixada para segundo ou terceiro plano. Isso faz com que alguns projectos inovadores que gostaríamos de levar para a comunidade fiquem um pouco aquém do desejável devido a uma certa escassez de investimento.

P - A Casa de Saúde do Bom Jesus é uma obra das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, uma entidade privada, uma IPSS. Tem sido nesta dimensão que a saúde mental tem sido tratada em Portugal?
R - A congregação das Irmãs Hospitaleiras, na sua actividade de prestação de cuidados na área da saúde mental, tem a forma jurídica de IPSS e juntamente com outra congregação religiosa, os Irmãos de São João de Deus, garantem uma cobertura nacional na ordem dos 98 por cento ao nível do internamento.

P - Quando refere a necessidade de um maior apoio do Estado à saúde mental, isso impede-vos de avançar para outro tipo de projectos e tem também reflexos na vossa gestão diária através de um subfinanciamento á prestação de cuidados?
R - Sim. O nosso financiamento depende do número de pessoas que temos internadas e dependemos de um financiamento diário que não chega aos 40 euros por utente. Temos que dar a maior rentabilidade possível a essa receita afim de cobrir as necessidades dos utentes ao nível do internamento. Quando falo em outros projectos de intervenção na comunidade, refiro, por exemplo, o serviço de apoio domiciliário que a Casa de Saúde do Bom Jesus tem contratualizado para o qual existe um outro tipo de financiamento, mas que na prática ainda não está implementado. Temos um Fórum Sócio Ocupacional que é uma estrutura tipo centro de dia na comunidade para este tipo de utentes. É uma necessidade porque tem um grande impacto na qualidade de vida dos utentes, evitando episódios de reinternamento, porque existem situações que conseguimos detectar precocemente. Falo deste tipo de estruturas comunitárias que são menos dispendiosas para o Estado

P - São valências que a Casa de Saúde do Bom Jesus criou e que estão a funcionar sem qualquer financiamento estatal?
R- Neste momento sim.

P - Como é que sobrevivem?
R - Essas valências foram criadas no âmbito do Alto Comissariado para a Saúde através de disponibilização de financiamentos comunitários. Este organismo lançou candidaturas àquele tipo de projectos. A Casa de Saúde do Bom Jesus submeteu as candidaturas que vieram a ser aprovadas, para a renovação dos espaços e para o funcionamento das equipas técnicas. Esses projectos funcionaram durante dois anos com as verbas comunitárias e com uma promessa da continuidade do apoio através de uma Rede de Cuidados Continuados em Saúde Mental.

P - A Rede de Cuidados Continuados em Saúde Mental não existe?
R - Na prática há um vazio entre os dois anos em que os projectos foram financiados comunitariamente até á data de hoje. Não houve avanços nas respostas do Estado às comunidades inseridas na Rede. Nós não abandonámos os utentes nem os projectos e continuamos a atender os utentes, mas reduzindo os serviços prestados para não ser incomportável para a Casa de Saúde. Nós continuamos a financiar esses projectos de forma a que se concretize o cumprimento do contrato assinado no passado mês de Agosto apenas para o serviço de apoio domiciliário. Este serviço virá a ser integrado e financiado tal como as redes de cuidados continuados gerais.


P - Nesta valência prestam apoio a quantas pessoas?
R - Em média a 90 pessoas, e no âmbito do Fórum Sócio Ocupacional estamos a falar de 40 utentes por semana.

P - Quantas pessoas beneficiam dos serviços da Casa de Saúde do Bom Jesus?
R - No internamento temos 385 camas, com resposta para 600 doentes/ano em situação aguda.

P - Estamos a falar de um universo de utentes com alguma dimensão. Nesta área da saúde mental surgem diferentes patologias que obrigam a dar mais respostas diferenciadas por parte da instituição?
R - Sim, mas, entretanto, também há avanços na farmacologia que tende a ser cada vez mais eficaz evitando situações de internamento. Há cerca de 15 anos, houve uma revolução na farmacologia para este tipo de doença. Muitos utentes foram reavaliados e medicados e tiveram alta; puderam voltar para a suas famílias. Nessa altura criámos residências fora da Casa de Saúde para acolher utentes que ficaram sem rectaguarda familiar e para os quais a instituição foi procurar outras respostas para poderem ter uma melhor qualidade de vida. Temos três apartamentos no exterior e mais uma residência.

P - Na sua opinião, o financiamento publico há saúde mental e no caso especifico da Casa de Saúde do Bom Jesus, passaria pela alteração do valor diário a pagar pelo Estado, mas também por um reforço do investimento nas respostas comunitárias?
R - Há uma estratégia de modernização das instalações existentes. Somos uma Casa de Saúde com 85 anos e queremos dar melhores condições em matéria de enfermarias, refeitórios etc… e queremos também dar um acréscimo de 30 camas para utentes do sexo masculino. Tem havido pedidos de famílias e dos próprios utentes nesse sentido. Estamos a apostar mais fortemente na prestação de serviços na comunidade. São serviços que têm um impacto muito significativo na qualidade de vida dos utentes, são serviços muito mais económicos do que proceder ao internamento do utente. Por outro lado, contribui para a desmistificação dos problemas de saúde mental. Para lá da consulta externa queremos que existam outro tipo de estruturas que respondam de uma forma mais ligeira e adequada sem ter de recorrer ao tradicional internamento.

P - O encaminhamento dos utentes é feito a partir do SNS?
R - Eu diria que 99% dos casos de internamento são reencaminhados a partir do Hospital de Braga, através do seu Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental. Dito de uma maneira mais simples, acabamos por ser subcontratados do Estado nesta área clinica. O Estado não aponta para grandes investimentos físicos na saúde mental e subcontrata às ordens religiosas essa tarefa, que ao nível da qualidade dos serviços prestados em nada fica abaixo do que é feito nos hospitais centrais.

P - A Casa de Saúde do Bom Jesus relaciona-se também com a Universidade do Minho e com os licenciados que dali saem em áreas relacionadas com a saúde mental?
R - Sim, ao nível da psicologia, da medicina, da enfermagem. Há protocolos assinados de forma a que sejamos uma instituição que sirva também para contribuir para a aprendizagem dos futuros profissionais.

P - Referiu o valor próximo dos 40 euros/dia que Estado paga por internamento. A vossa instituição, conjuntamente com outras, tem vindo reivindicar outras condições?
R - A prestação diária não tem sido atualizada nos últimos três anos. Li esta semana que o Ministério da Saúde pretende apresentar um novo modelo de financiamento no próximo ano. Estamos numa atitude colaborativa com o Ministério daSaúde. Vamos aguardar.

P - Quanto é que seria um valor justo a pagar pelo internamento, por parte do Ministério da Saúde?
R - Podem existir várias estratégias de escolha para a definição de um preço. Por exemplo, pode haver uma comparticipação diferente em utentes agudos que têm uma fase de agitação inicial e que depois estabilizam. Pode manter-se os 40 euros e ir até aos 45, mas a medicação ser comparticipada totalmente pelo próprio Estado. Neste momento é a Casa de Saúde do Bom Jesus que adquire os medicamentos aos laboratórios e somos nós que a fornecemos, dentro do valor dos 40 euros/dia financiados pelo Estado. Os medicamentos são uma componente muito cara na nossa gestão. A Congregação, pela sua matriz, nunca recusa dar a medicação mesmo que seja a mais moderna, a mais eficaz. A medicação se ficasse fora do protocolo, no meu ponto de vista, seria muito confortável para aliviar o constrangimento económico das instituições.

P - A compra de medicamentos tem um peso importante no orçamento da Casa de Saúde do Bom Jesus?
R- Sim. Vem logo a seguir aos recursos humanos que é a maior fatia do nosso orçamento.

P - Os recursos humanos têm esse peso porque estamos a falar de uma área que exige o envolvimento de varias especialidades para fazer o acompanhamento devido. Se calhar com um número de funcionários superior ao dos utentes.
R - Ainda não. Temos 245 colaboradores. Neste grupo estão, por exemplo, os enfermeiros e os ajudantes de enfermaria que trabalham em turnos de 24 horas. Temos um conjunto de técnicos que vão desde os psiquiatras, os neurologistas, os médicos de clínica geral, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais - espero não me esquecer de ninguém - temos uma equipa multidisciplinar capaz de garantir as exigências para que possamos proporcionar os melhores cuidados possíveis.

P- Está a gerir a Casa de Saúde do Bom Jesus desde 2000, qual é o segredo para manter as contas equilibradas numa instituição que é de uma congregação religiosa?
R - O fundador da congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus foi um empregado bancário que depois se transformou num Irmão da Ordem de São João de Deus - Bento Menni - que incutiu sempre muito rigor no funcionamento da congregação. Uma prática de organização e gestão que se manteve até aos nossos dias e que eu apreendi. Na nossa gestão, contudo, as receitas têm de estar sempre acima dos custos. Tem de existir sempre um excedente para podermos renovar e conservar as instalações. A Casa de Saúde do Bom Jesus tem um orçamento anual de seis milhões de euros. Temos de ter cuidados ao nível da gestão das receitas, dos custos, muita corresponsabilização e muito espirito de equipa.

P - A saúde mental não é muito apetecível para o investimento privado ao contrario de outras na área da saúde?
R - É muito exigente ao nível dos cuidados, de pessoal especializado, quantidade de técnicos para o acompanhamento dos utentes e tem também a questão do preço dos fármacos a que já aludi.

P - O stress do dia-a-dia, situações de perda de emprego, depressões e outras são cada vez mais frequentes na nossa sociedade levando a casos de perturbações mentais mais ou menos graves. Este cenário reflete-se na procura dos cuidados prestados pela Casa de Saúde?
R - Temos ciclos. Nos últimos vinte anos de acordo com dado que disponho nota-se que á medida que os fármacos vão evoluindo, vai diminuindo as necessidades de internamento.

P - Diminuindo o tempo e a situações de internamento, aumenta a procura por outro tipo de apoios?
R - Não precisando de internamento é acompanhado em serviço de ambulatório, fazendo periodicamente um ajuste da medicação não se retirando as pessoas do seu meio.

P - A necessidade de recorrer a um psiquiatra ou aos serviços de uma instituição como a Casa de Saúde do Bom Jesus, seria observado num passado não muito longínquo como um estigma ou como um ultimo recurso para situações criticas. A abordagem das pessoas é hoje menos complexa?
R - Ainda não é fácil para as pessoas admitirem a ida ao psiquiatra ou procurarem ajuda numa casa de saúde mental. Existe um trabalho a fazer para desmistificar preconceitos relacionados com a saúde mental. Temos fomentado esse aspeto através do envolvimento dos nossos utentes em iniciativas diversas.

P- Há parcerias com outras entidades que de alguma forma sejam também fonte de receita para a instituição?
R- Não é significativo, mas temos ajudas. Temos parcerias em projetos de investigação que são financiados, isto tem também a ver com os fundos europeus. Desde que surgiram os quadros comunitários de apoio, começámos a apresentar candidaturas no âmbito da formação profissional decorrendo daí a construção de espaços destinados a essa mesma formação e da realização de cursos profissionais cofinanciados, destinados aos nossos utentes. Eu queria destacar algumas parcerias que não estão escritas, mas que ajudam e apoiam a Casa de Saúde do Bom Jesus. É o caso do Município de Braga que nos ajudou no licenciamento do nosso novo edifício e de outras entidades publicas que emitem pareceres e atribuem vistos e licenciamentos em que não foram cobradas taxas. São contributos muito importantes.

P - Na sua opinião, enquanto gestor da Casa de Saúde do Bom Jesus, existe igualdade de acesso para todos os portugueses aos cuidados de saúde mental?
R - Pelo que conheço da realidade do país, não. Partiria por uma abordagem geográfica para dizer que no distrito de Braga temos duas instituições nessa área. As Irmãs Hospitaleiras aqui em Braga e os Irmãos São João de Deus em Barcelos.

P - É uma situação muito favorável comparativamente com outras zonas do país.
R - Sim. Se eu vivesse por exemplo no Alentejo ou numa localidade do interior, longe dos grandes centros urbanos, teria que ficar permanentemente internado. Só a questão geográfica é desde logo um entrave. Há regiões muito marginalizadas
.
P - O que não sucede no distrito de Braga onde existem duas grandes instituições a Casa de Saúde do Bom Jesus em Braga e a Casa de Saúde São João de Deus em Barcelos.
R- Nesse aspeto sim. A população do distrito acaba por ter uma resposta muito próxima na cobertura dos serviços de saúde mental. Ao nível de acesso ao SNS essa igualdade é respeitada, pelo menos na lei funciona esse direito. Os nossos utentes que vêm através do Hospital de Braga não pagam rigorosamente nada...

P - E a resposta é imediata ou existem listas de espera?
R - Há alturas em que não é possível dar essa resposta de forma imediata em casos de utentes em situação aguda.

P - Apesar de não ser a sua área, a qualidade dos tratamentos na saúde mental acompanha o que de melhor se faz em outros países mais desenvolvidos?
R - Sim. Isso faz parte da própria identidade da instituição. O fundador da congregação, S. Bento Menni, escrevia ás Irmãs Hospitaleiras aconselhando sempre ao recrutamento dos melhores médicos, dos melhores profissionais para tratar os utentes. S. Bento Menni tinha uma máxima: ' a ciência e a caridade complementam-se '. Essa preocupação foi passada para os nossos dias, o que leva a que queiramos sempre o profissional mais qualificado. Não é por caso que o nosso diretor clinico, Dr. António Palha, é um professor catedrático e um investigador de referencia mundial na área da saúde mental.

- O próximo ano 2018 vai ser um marco na existência da Casa de Saúde do Bom Jesus com a inauguração de um novo edifício que vai permitir melhorar a oferta e reorganizar os próprios serviços.
R - Este novo edifício vai melhorar as condições para os utentes ao nível do internamento e alargar esse serviço aos homens. Permitirá também descongestionar os utentes que temos internados nas diferentes unidades. Vamos passar grande parte desses utentes para a nova estrutura e ainda deixar uma das unidades vazia para que seja modernizada afim de depois receber novamente utentes. O próximo ano vai ser um marco com a inauguração das novas instalações e o pontapé de saída para fazer a modernização da Casa de Saúde.

P - Estamos a falar de um investimento de alguns milhões de euros.
R - Não queremos que ultrapasse os 14 milhões de euros.

P -Mas trata-se de um investimento que terá comparticipação pública?
R - As ajudas públicas vêm de entidades como o Município de Braga que nos isentou de taxas de licenciamento.

P -Mas não conseguiram nenhum financiamento para a construção?
R - Não, no ‘Portugal 2020’ não encontrámos medidas destinadas a apoiar este tipo de unidades de saúde. No passado existiam programas de financiamento para os cuidados continuados, mas nesta altura não existiam avisos para apoios comunitários. O esforço de financiamento é feito a partir do excedente que a Casa de Saúde do Bom Jesus tinha e depois recorremos a um empréstimo interno da própria Congregação das Irmãs Hospitaleiras, que depois elaborará um plano de amortização.

P - Faz alguma leitura do facto de não existir financiamento comunitário ou fundos nacionais para ao apoiar esta obra?
R - É um pouco incompreensível. Nós temos um centro em Condeixa, perto de Coimbra em que já é elegível a candidatura no domínio da construção de edifícios...

P - Tem a ver com o facto de no distrito de Braga já existirem respostas aceitáveis em termos de estruturas físicas para a saúde mental?
R -Pode ser. Nós não tivemos essa possibilidade.

P - Estamos a falar de uma estrutura essencialmente de internamento, mas permitirá outro tipo de serviços?
R - Serviços na área da reabilitação em que vamos ter uma nova fisioterapia, um tanque terapêutico, um novo ginásio e reorganizaremosos nossos serviços criando zonas sociais e gabinetes de consulta.

P - A Casa de Saúde do Bom Jesus ocupa uma área edificada vasta. Os espaços mais antigos vão ser requalificados. Os próximos anos vão ser decontínuo investimento por parte da instituição?
R - Sim. Nós queremos diferenciar respostas. Ter, por exemplo, uma oferta de internamento também para casais que querem envelhecer juntos, em que um dos elementos sofre de demência e o outro não o quer deixar institucionalizar. Temos algumas ideias que queremos concretizar. Nós temos um plano director que tem um alcance de 15 anos.

P - Este acolhimento de homens no internamento da Casa de Saúde do Bom Jesus não colide com a oferta da Casa de Saúde São João de Deus, em Barcelos, vocacionada para o género masculino?
R - Nós pretendemos dar, prioritariamente, respostas à população do concelho de Braga. Mas fizemos questão de comunicar esta nossa intenção aos Irmãos, em Barcelos, que podem, também eles, abrir as suas portas a mulheres. O que interessa é beneficiar a comunidade, as famílias que podem colocar os seus familiares o mais perto possível das zonas onde vivem.

P - A Casa de Saúde do Bom Jesus já dá respostas aos doentes de Alzheimer?
R - Algumas das nossas utentes residentes já têm essa patologia. Existem alguns projetos que estão na mente do nosso diretor clinico de termos unidades especializadas para o Alzheimer, vocacionadas para as doenças da memória.

P - Uma área onde têm tido intervenção é a da desabituação de drogas.
R - Uma intervenção muito interessante que se iniciou em 1992 e foi a resposta a uma necessidade porque em Braga não existiam clinicas de desabituação no âmbito da toxicodependência. Nos últimos anos não tem existido tanta procura destes serviços, agora é feita uma desabituação mais em comunidade e em ambulatório e menos a nível de internamento. Para já vamos manter esta valência.

P - A Casa de Saúde do Bom Jesus constituiu um Gabinete Integrado de Serviços. Houve um investimento no sentido de alargar essa valência. Qual é o tipo de apoio prestado?
R - Actualmente, apoiamos uma resposta ocupacional, consultas externas de psiquiatria e psicologia. O GIS é a sede do nosso serviço de apoio domiciliário e funciona também a formação profissional. São aquilo que eu chamo as respostas comunitárias, que sendo menos dispendiosas trazem um acréscimo importante para a qualidade para a vida dos utentes. O Fórum Sócio Ocupacional e o apoio domiciliário são respostas que têm um contexto enquadrado na rede de cuidados continuados em saúde mental.

P - A manter-se a ausência de financiamento do Estado, até quando vai ser possível manter estes serviços?
R -Temos casos em que aplicamos uma comparticipação do serviço em função dos rendimentos do utente. Mas existem também aqueles que chegam devidamente justificados pelos nossos técnicos, em que o utente não tem qualquer rendimento. Não é por falta de rendimentos que irá prescindir de um tratamento que lhe faça falta.

P- É correcto dizer que a Casa de Saúde não fecha a porta a ninguém por razões de ordem económica?
R - Está escrito na missão da Congregação que temos de servir os mais excluídos, os mais desfavorecidos

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