Sabores do Minho harmonizados pelo toque do senhor do Alvarinho

Braga

autor

Rui Miguel Graça

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O Hotel Meliã abriu, mais uma vez as suas portas aos amantes da gastronomia e do universo vinícola. Num serão organizado marcado pelos vinhos de Anselmo Mendes, concretamente da região dos vinhos verdes, e também com o toque do Mercado Bacalhoeiro, a expectativa era enorme pela presença do senhor do Alvarinho no próprio jantar, factor de atracção a esta unidade hoteleira de Braga.
Numa noite de Outono, quente, convidativa, a pedir um toque de frescura vinícola, o chef José Vinagre, do restaurante El Olivo, optou por uma viagem ao território minhoto, onde se destacou claramente o prato de carne, num verdadeiro mimo minhoto, concretamente de Monção à S. Jorge, bem acompanhado das suas belouras, num arroz tipicamente do Alto Minho, com os sabores a serem ainda potenciados por um Pardusco Private 2012, uma experiência de Anselmo Mendes em Alvarelhão e Alvarinho fruto do estudo destas duas castas com estágio com barricas usadas de carvalho francês. A casta Alvarelhão está para Monção como o Pinot Noir está para a Borgonha.
Por entre histórias, provas e garfadas, Anselmo Mendes regressou á sua infância para contar episódios no Minho. O mítico enólogo contou que já em pequeno fazia experiências e que demorava “quatro horas” a percorrer um percurso que “se fazia em meia hora”. A razão disto tudo? “Andava com uma régua de vinte centímetros a medir tudo o que aparecia nos campos, concretamente as plantas e o seu crescimento”, destacou Anselmo Mendes.
Nessa fase da conversa, já se tinha provado um bife de presunto, cuja gordura era suavizada pela acidez dos Muros Antigos Alvarinho 2016, aquela que foi a das primeira marcas de Anselmo Mendes. Diga-se ainda que a entrada tinha ainda um toque doce de uma cebola roxa carameliza a juliana de laranja, sendo que o bife de presunto estava escondido e envolvido numa pedaço de couve.
Anselmo Mendes, para desfazer dúvidas, contou ainda a verdadeira história do nome vinho verde, uma palavra que surgiu no século XVII, apesar de alguns historiadores já falarem na existência de vinho verde no século XIV. “Vinho verde é uma denominação de origem e não é um tipo de vinho”, destacou, ao mesmo tempo que se saboreava um lombinho de tamboril, sobre uma cama de legumes e sabores quentes, onde dominava a batata doce. Um prato harmonizado com Muros de Melgaço 2016, um alvarinho com estágio em madeira.
Como é típico nos jantares vínicos, o tempo acaba por voar por entre palavras, sabores e texturas e, para o final, a sobremesa trouxe uma queijada com glamour de aromas fortes, acompanhado por um dos topos de gama minhotos: Curtimenta alvarinho 2014.
Uma experência fantástica.

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