Fernando Monteiro: “Queremos ser a terceira maior associação do país em basquetebol”

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Paulo Machado

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O que destaca no trabalho desenvolvido na Associação de Basquetebol de Braga?
- Quando me candidatei em 2004, a Associação tinha 340 atletas e era a 16.ª associação do país. Actualmente somos a sexta associação do país e estamos muito próximo do quarto lugar e no final do ano esperamos já estar nesse lugar. Fechamos a época com 1500 atletas e foi a associação que mais cresceu na Federação de Basquetebol. O nível competitivo melhorou imenso, com resultados apreciáveis onde se destaca na formação o terceiro lugar nas Festas do Basquetebol Nacional e o apuramento do SC Braga em sub-18 masculinos para uma final-four nacional, conquistando o terceiro lugar. Isto é sinal que as equipas estão a crescer o nível competitivo subiu imenso.

Onde assentou a base deste trabalho de evolução?
- Deve-se ao nível de exigência que definimos para muitas situações. Há acompanhamento frequente dos clubes, mormente os mais débeis e precisam de ajudas, pois há outros que já conseguem caminhar muito bem sozinhos. Estivemos sempre junto daqueles clubes com maior dificuldades e tentamos apoiar no mais necessário para impulsionar essa evolução que desejávamos. É natural que o trabalho vem ao de cima quando o nível de exigência é maior.

Há também a preocupação de estabelecer contactos com as autarquias?
- Estamos a desenvolver protocolos com as câmaras municipais no sentido de proporcionar o desenvolvimento dos clubes e abrimos novos pólos oro toda a região, além de estarmos em negociações no sentido de abrir ainda mais pólos pois queremos estar presentes em todos os concelhos e neste momento isso ainda não se verifica. Se formos eleitos queremos atingir essa meta.

Como funcionam os pólos que já estão em prática?
- Obtemos alguma ajuda financeira da parte das câmaras, onde colocamos técnicos especializados e vamos acompanhando o trabalho que é feito. Estabelecemos objectivos aos técnicos que estão no terreno, desde a captação de novos atletas e o desenvolvimento dos escalões de formação. Há um acompanhamento e incentivo para verificar essa evolução, caso contrário não é possível obter resultados. Felizmente temos sucesso, com destaque para o o projecto de Esposende que está a ser cimentado ao longo do tempo.

Esses pólos funcionam como clubes?
- Funcionam como clubes, na medida em que a Câmara atribui uma determinada verba e a ABB procura um clube para desenvolver a modalidade. Nos concelhos onde não existem clubes, procuramos criar um clube e a partir daí desenvolver a actividade.

Este é um trabalho inédito a nível nacional?
- Tenho a sensação que mais nenhuma associação do país faz este trabalho como na ABB. Aliás, temos sido pioneiros em algumas situações no basquetebol como as transmissões televisivas dos jogos pela internet que agora é feito pela Federação (FPBTV). Fomos os primeiros a começar a divulgar os jogos pela internet, uma vez que não havia muita visibilidade e fomos os pioneiros nesse sentido ao transmitir os nossos jogos das selecções distritais.

Os clubes como BC Barcelos, SC Braga ou Vitória SC são a grande referência da modalidade no distrito?
- É fundamental ter clubes no topo da pirâmide, pois acaba por ajudar a maior divulgação e faz com que os jovens adiram mais à modalidade. O Vitória e Barcelos já integraram as principais Ligas masculinos e femininos, temos ainda outros clubes que podem dar esses passos em frente, como o SC Braga ou FAC que têm algum desenvolvimento nesse sentido. Importante é cimentar esses projectos e não dar passos maior que a perna.

O que leva Fernando Monteiro a recandidatar-se para mais um mandato?
- Temos um projecto bastante ambicioso. Queremos ser a terceira associação do país no ranking nacional, a seguir a Porto e Lisboa. Não estamos contentes por estar no sexto lugar neste momento. Sabemos que não será um feito fácil, mas vamos trabalhar nesse sentido. Vamos fazer uma grande aposta na comunicação e marketing para reforçar a promoção da modalidade e fazer com que essas metas sejam alcançadas. Tencionamos promover os clubes, através de iniciatavas como promover o clube do mês. Isso passa por promover num determinado mês tudo o que esteja relacionado com a vida de um clube, desde entrevistas a atletas, directores ou treinadores e tudo o que esteja relacionado com os clubes. Estamos já a desenvolver novas ferramentas no sentido de suportar todo este trabalho. Além disso, queremos criar uma montra do basquetebol e uma exposição fotográfica com a história da associação. Pensamos que só mostrando as pessoas que trabalham em prol da modalidade é que podemos ter sucesso e esse reconhecimento deve ser feito, porque há muita gente que trabalha e não devem ficar no anonimato.

Há muitas pessoas no distrito de Braga a merecer esse reconhecimento?
- Temos muitas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da modalidade no nosso distrito e deram sempre o seu melhor de forma gratuita e há muita gente a merecer esse reconhecimento da Associação. Vamos fazer por isso.

O trabalho desenvolvido no minibasquete ta,bem é contemplado neste projecto?
- Foi uma das apostas que desenvolvemos, pois quando desenvolvemos protocolos com as câmaras e clubes começamos sempre pelo minibasquete e tem sido um sucesso, Cada vez mais temos atletas no minibasquete e esperamos dar continuidade a esse caminho. Só com muitas atletas nesta faixa etária é que podemos assegurar o futuro e ter maior número de atletas nos restantes escalões, proporcionando maior competitividade nos treinos de dar um maior leque de escolhas para a selecção distrital. Vamos definir protocolos com as câmaras e o Desporto Escolar no sentido de desenvolver ainda mais essa vertente do basquetebol.

Qual a mensagem que passou para os cubes me relação ao programa para o próximo mandato?
- Temos projectos fortes, sabemos de onde viemos e para onde queremos ir. Esta lista é formada por gente nova, além dos cinco directores que continuam do anterior mandato entram dois novos elementos e passamos a ter sete pessoas na direcção. Isto é sinal que não há divergências e todos caminham num único sentido. O Pedro Ramos e o Paulo Miranda são os dois novos elementos que têm provas dadas na modalidades e vêm acrescentar valor a esta direcção.

Como é possível desenvolver todos os projectos que tem definido em termos financeiros?
- Esse é o problema principal. Por exemplo, a Associação recebe uma verba da Federação que é inferior ao valor do que recebia quando entrei em 2004. Isso é injusto, pois desenvolvemos um enorme trabalho, com maior número de atletas, treinadores e clubes. Por outro lado, temos menos dinheiro para gerir e esse é o maior problema da associação. Temos pessoas na nossa lista relacionadascom a área do marketing e vamos tentar angariar verbas extras para desenvolver este plano de trabalho. Tudo isso só será viável se a vertente financeira for superior ao que temos neste momento, uma vez que isso não dá quase para nada. Teremos de inventar receitas para executar o nosso plano, pois a parte financeira condiciona tudo.

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