Alunos da Escola Secundária D. Maria II vão dar nome a asteróide

As Nossas Escolas

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Paula Maia

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Sofia Lopes, Sofia Fernandes e o professor João Vieira, da Escola Secundária D.  Maria II, foram uma das quatro equipas de escolas portuguesas a descobrir o objecto 2012 FF25, um asteróide que tem sido seguido nos últimos anos pelos mais importantes telescópios do mundo.
Além da equipa bracarense, estiveram envolvidos na descoberta deste objecto do Sistema Solar uma equipa da escola secundária Luís de Freitas Branco (Paço d’Arcos), da Escola Secundária D. Inês de Castro (Alcobaça) e uma otra do Agrupamento de Escolas de Valpaços.

Apesar da descoberta destes jovens cientistas ter ocorrido em 2012, as regras da União Astronómica Internacional obrigam a seis anos de espera até a descoberta poder ser oficializada.
Os dados que as equipas analisaram foram recolhidos pelo projecto Pan-STA-RRS com o telescópio PS1, de 1,8 metros de diâmetro, no Havai. O asteróide levou quase seis anos a ser validado, com várias observações subsequentes que serviram para determinar com rigor as suas órbitas e posições. A descoberta foi finalmente tornada oficial pelo Minor Planet Center, que inclui agora o asteróide no catálogo dos corpos do Sistema Solar, e que lhe irá atribuir o nome escolhido pelos seus descobridores.
/> João Vieira, professor responsável da equipa bracarense, referiu que “este é um momento absolutamente excepcional e único” que motiva ainda mais os alunos e as escolas a trabalhar nestes projectos onde jovens cientistas passam a fazer parte da história da ciência.”
“Foram cinco anos de espera mas valeu a pena. É importante referir ainda a relevância deste trabalho no currículo dos alunos e, sobretudo, o facto de estes realizarem as tarefas em conjunto com estudantes e cientistas de todo o mundo. Sentimos muito orgulho pela escola e também pela nossa cidade”, continua o docente.
 
A campanha que levou à descoberta do asteróide 2012 FF25 pelos jovens alunos portugueses envolveu escolas e universidades de todo o mundo, em parceria com o programa internacional de procura de pequenos corpos do Sistema Solar, IASC (International Asteroid Search Collaboration), com sede na Universidade de Hardin- Simmons no Texas, EUA e dirigido pelo Professor Patrick Miller. Em Portugal, a organização destas campanhas é feita pelo NUCLIO - com a coordenação da professora Ana Costa - e tem contado com o entusiasmo de muitos professores e alunos que aceitam participar nesta aventura de caçar asteróides fora dos horários lectivos normais.

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