Há menos cinco mil estudantes nas escolas da região do Alto Minho

Ensino

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Isabel Vilhena

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As escolas do Alto Minho registaram, na última década, uma perda de cerca de cinco mil alunos e no panorama dos estabelecimentos escolares (públicos e privados) dos 10 concelhos da região encerraram 170 escolas.
Números revelados pela publicação ‘Regiões em Números 2015/2016’ da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), que mostram os efeitos da diminuição da taxa de natalidade, com consequências no número de alunos, escolas e professores.

Um retrato em que nem tudo é negativo. Este diagnóstico revela mais sucesso escolar, menos retenção, menos abandono e mais computadores com acesso à internet nas escolas.
Por níveis de ensino, no pré-escolar e nas escolas do ensino básico houve uma diminuição de cerca de 700 alunos, passando de 5.894 para 5.189. O Ensino Básico (1.º, 2.º e 3.º Ciclo) perdeu 4.527 alunos, passando de 24.566 (ano lectivo 2006/2007) para 20.039 alunos (2015/2016).
Já o ensino secundário revela um ligeiro aumento de alunos, passando de 8.998 em 2006/2007 para 9.241 no ano lectivo de 2015/2016 (mais 243 alunos).

Esta publicação mostra que a perda global de alunos tem consequências no número de professores e educadores de infância. Em dez anos, as escolas públicas e privadas dos concelhos do Alto Minho registaram uma perda de 793 professores. Em contra-ciclo, surge a contratação de docentes de educação especial, sendo que no ano lectivo 2006/ /2007 não havia nenhum e, dez anos depois, existem 153 docentes.

Menos alunos, menos professores e menos escolas. O Alto Minho assistiu, só na última década, ao encerramento de 170 escolas públicas. De 350 passou para 180. No público, passou de 296 para 129. No privado, fecharam três escolas, passando de 54 para 51.
Os dados da publicação mostram uma realidade bem diferente de há dez anos, com menos retenção e desistência em todos os níveis de ensino. Aqui a diminuição é acentuada, passando de 20,7 para 12,3 no secundário. Também no ensino básico, as taxas de retenção passaram de 7,7 para 3,8.

A taxa de escolarização também teve uma evolução positiva, assim como o número de computadores nas salas de aula. De salientar que há dez anos não havia um computador para partilhar e, em 2015/2016, o rácio é de 2, 6 alunos para um computador. Neste avanço tecnológico, os alunos também passaram a ter mais computadores com acesso à internet, já que há dez anos não havia nas escolas do Alto Minho computadores com acesso à internet e agora existe um computador com net para cada mais de dois estudantes.

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