Licenciatura em Protecção Civil e Gestão do Território deverá avançar em 2018

Ensino

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Paula Maia

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A Licenciatura em Protecção Civil e Gestão do Território deverá integrar o leque de cursos da Universidade do Minho já no próximo ano lectivo. A notícia foi avançada ontem pela presidente do Instituto de Ciências Sociais (ICS), Helena Sousa, no âmbito das comemorações do 41.º aniversário do instituto.

Aprovada pela A3ES - Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior e registada pela DGES - Direcção-Geral do Ensino Superior em 2015, o projecto tem-se mantido na gaveta desde então o que, para a presidente da ICS é “absolutamente incompreensível” especialmente numa altura em que o país enfrentou uma das piores épocas de incêndios da sua história.

“Esta licenciatura já fazia sentido antes. Não deveríamos precisar destas tragédias mais recentes para perceber a importância de uma formação séria, num plano universitário, nesta área”, afirmou ao CM Helena Sousa, acrescentando que foi a falta de “vontade política” que ditou o adiamento do projecto.
A Licenciatura em Protecção Civil e Gestão do Território é um projecto conjunto do ICS e da Escola de Engenharia. “É um projecto abrangente, que pensa a Protecção Civil de modo holístico”, assegura a responsável.

Helena Sousa reconhece que tem havido um deficite de formação nos quadros da Protecção Civil, considerando que, desse ponto de vista, “não estamos a inventar nada, mas a cumprir aquilo que a própria lei já prevê”.
Actualmente, apenas alguns politécnicos e a Universidade dos Açores já têm licenciaturas na área da Protecção Civil, “mas nós temos investigação científica de qualidade na área dos riscos, dos incêndios e em muitas outras, o que fez com que a agência especializada nessa análise entendesse que a UMinho tinha condições óptimas para avançar com o projecto”, diz ainda a presidente do ICS.

No discurso proferido na sessão solene de aniversário do ICS, a dirigente sublinhou que a universidade tem de se preocupar com o bem-estar das pessoas, “dos que estão sós, dos que têm pouco ou nada, dos que não tiveram direito a viver num país que os protegesse das inundações, dos incêndios, das quedas de árvores, enfim, dos azares que a ignorância vai tecendo”.

Em dia de aniversário, Helena Sousa traça um balanço positivo do percurso efectuado pelo ICS. “Trabalhámos muito na área do ensino, qualificamos os nossos projectos, diversificamos a oferta e também do ponto de vista da investigação científica os resultados estão à vista”, remata a presidente do instituto que reivindicou, uma vez mais, instalações definitivas para a Geografia em Azurém, Centro Multimédia e espaços para a investigação.

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