Vieira da Silva: “A precariedade é ainda um problema sério”

Ensino

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Paula Maia

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Com os dados do terceiro trimestre do Instituto Nacional de Estatística (INE) a confirmar “de forma intensa” que os números do emprego e desemprego apresentam uma evolução positiva, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse ontem em Braga, no âmbito de uma aula aberta na Escola de Direito da UMinho, que a precariedade” é ainda um problema muito sério”.

Os números revelados ontem indicam que a taxa de desemprego caiu para os 8,5% no terceiro trimestre, dados sublinhados por Vieira da Silva que ressalvou o facto destes números terem sido alcançados com a “criação líquida”, o que demonstra “uma dinâmica muito forte do mercado de trabalho que tem vindo a reduzir o desemprego e a alimentar o crescimento da economia”.
“É surpreendente para alguns a capacidade que a nossa economia tem tido, em particular nos últimos dois anos, em criar emprego”, diz o ministro do Trabalho, adiantando que no último ano foram criados perto de 240 mil postos de trabalho.

Apesar dos bons indicadores, o governante adianta que há alguns dados preocupantes como a precariedade. “Apesar dos últimos trimestres terem mostrado que tem sido criado mais emprego duradouro do que emprego a curto termo, a precariedade tem ainda um peso demasiado elevado em Portugal”, afirmou Vieira da Silva, acrescentando que esta é uma tarefa e batalha não só do governo, mas de toda a sociedade. 

“Estamos a fazer o nosso trabalho no que toca ao Estado, através da criação de incentivos para que o sector privado seja cada vez mais privilegiado com a criação de emprego duradouro”, afirmou a propósito Vieira da Silva, considerando que é também o próprio mercado de trabalho que “vai empurrar” nesse sentido, com as empresas a sentirem necessidade de oferecerem maior estabilidade, especialmente em zonas do país onde se sente a falta de recursos em alguns sectores de actividade, apontando a região minhota como um exemplo.

Os dados do INE publicados ontem indicam também um aumento do desemprego de jovens face ao trimestre anterior, dados justificados pelo governante: “o desemprego jovem tem sempre um ciclo anual, por comparação com o mesmo trimestre do ano passado há uma descida significativa. O desemprego jovem é muito influenciado pelo final de um ciclo escolar e temos toda a confiança que vai continuar a trajectória descendente”, rematou Vieira da Silva.

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