‘Os Guardas do Taj’: Amizade, beleza e poder absoluto

Braga

autor

Patrícia Sousa

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Emoção e razão. Prepotência dos poderosos e curiosidade humana. Amizade e arbitrariedade do poder absoluto. Beleza e dever. Extremamente cómica e surpreendentemente trágica assim é a peça ‘Os Guardas do Taj’, que leva ao palco do Theatro Circo os actores brasileiros Reynaldo Gianecchini e Ricardo Toddi.
‘Os Guardas do Taj’, que estreia mundialmente hoje, conta a história baseada numa das muitas lendas que cercam o Taj Mahal, percorrendo a jornada daqueles dois amigos, levando a questionar se vale a pena pagar um preço tão alto para atingir a perfeição.

Depois do ensaio geral, ontem no palco do Theatro Circo, a dupla estabeleceu um diálogo espontâneo com os jornaistas. Ricardo Tozzi admite que o texto “define bem o que é sonhador e o que é racional” e em resposta Reynaldo Gianecchini defende que “estes dois lados se complementam, os dois irmãos mostram duas ópticas diferentes de ver as coisas e fazer as escolhas”. E quem sofre mais? Ricardo é peremptório: “o sonhador está mais próximo dele e do que ele sente, o racional está sempre preocupado em atender o outro e quem sofre mais é o racional”. Reynaldo partilha da mesma opinião : “o pragmático e racional vê que dançou e fica muito triste em perceber que serviu uma ordem imposta. Essa dor é pior”.

A peça acaba também por ser um “grito” ao actual estado da sociedade. E entre os muitos o palavrões que se ouvem na peça, Reynaldo justifica: “alguém tem que dizer. O Brasil está a ir para a rua, os políticos não nos representam. Estamos a viver um momento muito bonito no Brasil, todo o mundo se está posicionando e dizendo esse palavrões”.

No final do ensaio geral, o encenador Rafael Primot explicou ainda que coloca em cena “duas situações e duas figuras completamente diferentes que vêem a vida de forma diferente”. O tema central do espectáculo é fazer as coisas sem questionar. “Aqui destaca-se o obedecer à ordem que vem de cima sem questionar e os guardas acabam por cometer actos de extrema maldade”.

Trata-se, assumiu o encenador, de “um espectáculo com um texto muito forte e poderoso e estou muito feliz de encenar”. E o trabalho não foi fácil. “Sou um jovem encenador, tínhamos elementos da equipa em S. Paulo, os actores no Rio de Janeiro, os adereços foram feitos em Lisboa e em Braga o cenário. Acabamos agora de juntar esses momentos pela primeira vez”. E o resultou emocionou os presentes e assim se espera que continue.

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