Alfredo García eleito para a presidência do Eixo Atlântico

Braga

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Paula Maia

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Alfredo García, presidente do Município O Barco de Valdeorras e da Fegamp - Federación Galega de Municípios e Províncias, foi eleito ontem, por unanimidade, presidente do Eixo Atlântico, sucedendo no cargo a Ricardo Rio que conduziu os destinos desta entidade transfronteiriça nos últimos dois anos.
É a primeira vez que uma localidade do interior da Galiza assume a presidência do Eixo Atlântico desde 2003, quando o cargo foi assumido por Manuel Cabezas, presidente de Ourense, que presidiu também à Fegamp durante o seu mandato.

O facto de compatibilizar ambas as presidências, a do município e a da Euro-região, reforça o peso do municipalismo num momento chave para o futuro da Euro-região já que estão a ser negociadas em Bruxelas as políticas de coesão e os fundos que as financiam para o período 2021-2028, primeiro período de programação post Brexit e post crise.

Na comissão executiva que reuniu ontem, em Valdeorras, foi também eleita a presidente da câmara de Matosinhos, Luísa Salgueira, para o cargo de vice-presidente do Eixo Atlântico.
Nesta reunião foram aprovadas as linhas principais do programa para 2018, que se centrará no desenvolvimento da Agenda Urbana aprovada no congresso de Braga e das principais infraestruturas pendentes: saída sul de Vigo para a Linha A Coruña-Lisboa, conexão Ferrol-A Coruña, linha ferroviária Ourense-Lugo, linha de mercadorias Ourense-Palencia e a construção da A76.

Do mesmo modo, a comissão executiva do Eixo Atlântico ratificou a necessidade de que seja estabelecida uma unidade coordenadora das emergências entre Espanha e Portugal com carácter permanente para a prevenção e combate contra incêndios em toda a fronteira.
Ao CM, Ricardo Rio faz um balanço positivo do seu mandato, considerando que foram dois anos “muito importantes” naquilo que são os objectivos estratégicos que o Eixo Atlântico deve promover, afirmando-se como uma “voz reconhecida pelos interlocutores nacionais, regionais e locais nas matérias de interesse da Euro-região e na sua capacidade reivindicativa de projectos que possam marcar a diferença para o conjunto deste território”.

O ex-presidente aponta como exemplos algumas infraestruturas necessárias ao território, umas em concretização, outras ainda como aspiração a realizar, como é o caso do Caminho Português de Santiago e a estratégia conjunta de turismo concertado para o território.
Ricardo Rio diz que nos últimos dois anos foi dada sequência a algumas iniciativas que vinham a ser realizadas e que constituem já uma imagem de marca desta entidade - como é o caso da Capital da Cultura, da Bienal da Cultura e dos Jogos dos Eixo Atlântico - e um exemplo de oportunidade de colaboração entre os municípios.

“O Eixo Atlântico procurou também estar na vanguarda daquilo que são as estratégias da cooperação territorial a nível europeu. A verdade é que somos hoje, porventura, a única Euro- -região que tem um Agenda Urbana estruturada, que vai agora desencadear um plano de acção com medidas concretas”, afirmou Ricardo Rio ao CM.
O ex-presidente não tem dúvidas de que a Agenda Urbana terá um peso preponderante nas lingas estratégicas do Eixo Atlântico, cujo plano de acção será apresentado em Março de 2018, na Corunha.

Xoan Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico, sublinhou também que Ricardo Rio “foi um presidente extraordinário, um dos melhores da história do Eixo Atlântico. Todos lhe renderam homenagem pelo seu trabalho”. O responsável não tem dúvidas de que o “o Eixo está num plano espectacular graças à presidência de Ricardo Rio”.
Sobre o novo presidente, Alfredo Garcia, Xoan Mao realça as suas virtudes como “homem municipalista e defensor da Euro-região”. Trata-se, segundo secretário-geral, de “uma pessoa muito reconhecida e muito respeitada por todos”.

Sobre os desafios que se avizinham, o secretário-geral do Eixo Atlântico afirma que se afiguram “momentos complicados” para o novo presidente. “Tem que fazer lobby em Bruxelas em defesa da política de coesão e revitalizar a comunidade de trabalho com a CCDRN”.
“A luta contra o fogo que afecta muitos municípios da Euro-região e o desenvolvimento do plano de acção da Agenda Urbana vão ser prioritários para os próximos dois anos”, apontou o responsável.
A nova comissão executiva será formalizada na próxima assembleia-geral, que terá lugar em Fevereiro, na Maia.

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